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O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, manisfestou-se na noite dessa terça-feira (3/4), por meio de sua conta no Twitter, contra a “impunidade” no país. Ele não citou nomes, mas a declaração foi feita na véspera do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O petista foi condenado em segunda instância a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP). E tenta ficar longe da cadeia.

Em postagem, o general Villas Bôas questionou se as instituições do país se preocupam com o futuro da nação. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, escreveu o oficial.

Em outra mensagem, o comandante “assegurou à nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”, declarou.

Confira, abaixo, as postagens do general: 

O outro lado
Devido à repercussão da declaração do general Eduardo Villas Bôas, o Ministério da Defesa divulgou nota na qual diz apoiar a manifestação do oficial. Segundo o texto, “o comandante do Exército mantém a coerência e o equilíbrio demonstrados em toda sua gestão, reafirmando o compromisso da Força Terrestre com os preceitos constitucionais, sem jamais esquecer a origem de seus quadros, que é o povo brasileiro.”

Ainda de acordo com a nota, Villas Bôas “manifesta sua preocupação com os valores e com o legado que queremos deixar para as futuras gerações”, em “uma mensagem de confiança e estímulo à concórdia”.

Repercussão
Após a declaração, o assunto Exército ficou entre os dez mais comentados do Twitter mundial na madrugada desta quarta-feira (4).

Outros militares manifestaram apoio a Villas Bôas. Também no Twitter, o general José Luiz Dias Freitas, comandante Militar do Oeste, escreveu: “Mais uma vez o Comandante do Exército expressa as preocupações e anseios dos cidadãos brasileiros que vestem fardas. Estamos juntos, Comandante”.

Na contramão, o ex-procurador da República Rodrigo Janot se disse preocupado. “Isso definitivamente não é bom. Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável.” (Com informações da Agência Estado)