“Ao chegar à minha mesa, vetarei”, diz Lula sobre Dosimetria. Vídeo

Presidente negou que governo tenha feito acordo para o Senado pautar projeto de benefícios fiscais: “Se foi feito, não fui informado”

atualizado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que vetará o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que estabelece a redução de penas por condenados pelo envolvimento nos atos do 8 de Janeiro, o que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista já havia indicado que tomaria tal atitude.

“Com todo o respeito que eu tenho ao Congresso Nacional, na hora que chegar à minha mesa, eu vetarei”, disse.

A declaração ocorreu na manhã desta quinta-feira (18/12), em entrevista a jornalistas, no Palácio do Planalto.

O chefe do Executivo também afirmou que não houve acordo com o governo para que o projeto fosse aprovado na noite de quarta-feira (17/12). “Se houve acordo com o governo, eu não fui informado. Então, se o presidente não foi informado, não houve acordo.”

O Senado aprovou o texto com 48 parlamentares favoráveis e 25 contrários.

Antes da aprovação, senadores apontaram que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), propôs um acordo que implicava que a votação do projeto se daria na quarta — como realmente ocorreu. Em troca, seria pautado o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 128/2025, que estabelece cortes em benefícios fiscais, um projeto prioritário para o governo fechar as contas no ano eleitoral de 2026.

Logo depois que o PL foi aprovado, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a condução de Jaques e disse ter sido um “erro lamentável”.

Em uma publicação no X, Gleisi afirmou que a condução da liderança contrariou a orientação do governo, que se posicionou contrário à proposta desde o início da discussão. Segundo a ministra, a aprovação é “um desrespeito à decisão do STF e um grave retrocesso na legislação que protege a democracia”.


O que diz o projeto da Dosimetria

  • Em caso de condenações por mais de um dos crimes contra instituições democráticas listados no Código Penal, deverá permanecer a pena mais severa, não podendo mais ter a cumulatividade de tempo de reclusão.
  • A pena poderá reduzir em dois terços se os crimes forem cometidos em contexto de multidão – desde que o condenado não tenha exercido papel de liderança ou de financiador.
  • Condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, mesmo em casos de reincidência, terão direito à progressão de regime se tiverem cumprido ao menos 1/6 da pena.

O PL da Dosimetria beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados no caso da trama golpista. Se o texto for mantido, a pena pode cair cerca de três anos, em vez dos atuais 27 anos e 3 meses.

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