Anvisa aprova uso emergencial do molnupiravir, remédio contra Covid

O fármaco é um antiviral de uso oral, indicado para adultos com sintomas leves ou moderados da doença

atualizado 04/05/2022 18:06

ANVISA - Agência Nacional de VigilânciaRafaela Felicciano/Metrópoles

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (4/5), o uso emergencial do remédio molnupiravir para tratamento da Covid-19. A decisão foi tomada após votação da Diretoria Colegiada do órgão.

O pedido foi enviado pela empresa Merck Sharp & Dohme (MSD), fabricante do medicamento. O fármaco é um antiviral de uso oral, indicado para adultos com sintomas leves ou moderados da doença, e será autorizado apenas sob prescrição médica — com contraindicação para gestantes.

De acordo com o laboratório, estudos demonstram que, quando administrado no início da infecção por Covid, o remédio tem capacidade de reduzir os casos de hospitalizações e mortes pela doença.

O diretor-presidente da agência, Antônio Barra Torres, ressaltou que o uso da medicação tem suas limitações e não é indicado, por exemplo, às gravidas. O molnupiravir também não deve substituir a vacinação contra Covid.

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A pílula deve ser ingerida dentro de cinco dias após os primeiros sintomas da Covid. O fármaco impede que o vírus se replique e, dessa forma, reduz a gravidade da doença.

O pedido de uso emergencial foi enviado à Anvisa em novembro de 2021. No fim do ano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que estava em diálogo com a farmacêutica para produzir o antiviral em território nacional.

Outros medicamentos

Em março deste ano, a Anvisa aprovou o uso emergencial das pílulas nirmatrelvir e ritonavir, fabricadas pela Pfizer sob o nome comercial Paxlovid, em pacientes não hospitalizados com Covid.

O uso dos remédios também foi chancelado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec), e aguarda aval do Ministério da Saúde para ser incorporado ao rol de políticas públicas do governo federal.

De acordo com relatório da Conitec, o uso das pílulas pode gerar economia de até R$ 19 bilhões aos cofres públicos, em um período de cinco anos.

O valor leva em consideração a diferença entre o custo estimado de tratamento com os remédios e as despesas ocasionadas por internação (de casos moderados aos que necessitam de unidade de tratamento intensivo, quando esse valor aumenta exponencialmente) e por cenários com baixa e alta incidência de infectados.

Assim como o molnupiravir, o paxlovid é indicado para uso domiciliar de adultos com sintomas iniciais da doença. As pílulas também impedem a replicação do vírus e impedem evolução para quadros graves.

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