Paxlovid: antiviral aprovado pela Anvisa é promessa contra a Covid

O antiviral é indicado para uso imediato após os primeiros sintomas da doença, a fim de bloquear a replicação do vírus Sars-CoV-2

atualizado 30/03/2022 19:35

Paxlovid Divulgação/Pfizer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (30/3), o uso temporário e emergencial das pílulas antivirais Paxlovid, fabricadas pela Pfizer para tratamento contra a Covid-19.

A indicação do remédio é para adultos que tenham testado positivo para a Covid-19 e apresentem alto risco de progressão para casos graves, incluindo hospitalizações ou mortes.

Segundo um estudo clínico realizado pela farmacêutica com 2.246 voluntários, o remédio oral tem 89% de eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes em pacientes de alto risco para a infecção do vírus.

Os testes laboratoriais confirmaram que o remédio consegue conter a capacidade viral de mutações, como a Ômicron e a Delta, classificadas como variantes de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Essas medicações são muito aguardadas porque existe um subgrupo de pessoas em que as vacinas têm menor efetividade, como aquelas com comorbidades e, principalmente, imunossuprimidas”, afirmou Alexandre Naime Barbosa,  vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), em entrevista ao Metrópoles.

O antiviral é indicado para uso imediato após os primeiros sintomas da doença, a fim de bloquear a replicação do vírus Sars-CoV-2 e impedir que os pacientes evoluam para quadros graves.

Nesta quarta, durante um evento em Brasília, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que um dos pontos determinantes para que seja decretado o fim da “emergência em saúde pública” no Brasil é justamente o acesso a medicamentos eficazes contra a Covid-19 na fase inicial.

Diferente dos outros antivirais

O antiviral é administrado em cápsulas, possui um mecanismo de ação que age diretamente na enzima do vírus.. É considerado como o primeiro medicamento complementar às vacinas, funcionando como uma rede de segurança para os casos em que a resposta imune à vacina não foi tão eficiente para derrotar o vírus.

“Será um salto incrível, comparável à descoberta da penicilina”, afirmou a médica infectologista Ana Helena Germoglio, em entrevista ao Metrópoles. “Mesmo os vacinados podem evoluir para as formas graves e, se esses medicamentos se mostrarem eficazes, vamos evitar que muitas pessoas tenham de ir para a UTI”, completou.

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Ação das pílulas

O medicamento deve ser tomado por cinco dias após os primeiros sintomas da doença e resultado positivo para o exame de Covid.

Segundo a Anvisa, o tratamento é realizado pela ingestão de dois comprimidos: um de nirmatrelvir e outro de ritonavir. Ambos fazem parte da caixa de remédio comercializada pela empresa. Os comprimidos devem ser tomados juntos, durante cinco dias, e têm prazo de validade de 12 meses.

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