Antes de morrer, jovem contou que foi agredido pela mãe por ser gay
A mãe e o padrasto de Itaberli Lozano, 17 anos, foram presos após corpo do adolescente ser achado carbonizado em São Paulo
atualizado
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Dois dias antes de ser assassinado, o adolescente Itaberli Lozano, de 17 anos, postou, em seu Facebook, que foi agredido pela mãe por ser homossexual. As imagens da publicação — já apagada — foram entregues ao Ministério Público por amigos do jovem.
Segundo reportagem do G1, o promotor Wanderley Trindade denunciará a mãe de Lozano, Tatiana Lozano Pereira, de 32 anos, por crime de homofobia. A decisão contesta o inquérito da Polícia Civil, que apontou somente desavenças entre os dois. “Acredito que foi a própria Tatiana quem apagou a postagem quando ele foi assassinado, porque ela estava com o celular dele na madrugada do crime. Para provar, estou pedindo a quebra de sigilo na Justiça”, disse o promotor à publicação.
Na texto do Facebook, o adolescente relatou que foi espancado “pela mulher que chamava de mãe”. Além disso, contou que precisou ir para Franca, na casa de amigos, para fugir de outros garotos que queriam bater nele por ordem de Tatiana.

Crime
O corpo de Itaberli Lozano foi encontrado carbonizado em um canavial em Cravinhos (SP), em 7 de janeiro. Tatiana e o marido, o tratorista Alex Pereira, de 30 anos, padrasto de Lozano, foram presos na quarta-feira (11/1), em Cravinhos (SP), após confessarem ter matado o jovem. Na sexta-feira (13), outros dois jovens, de 18 e 19 anos, foram presos por participação no assassinato.
