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Brasil

Antes de capivara, influencer foi multado por morte de preguiça-real

Fiscal do Ibama postou vídeo no qual relata que o influenciador é responsável por explorar oito animais silvestres "para conseguir likes"

03/05/2023 10:09, atualizado 03/05/2023 10:10
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Instagram/Reprodução
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De acordo com vídeo publicado com um servidor do Ibama, o influenciador Agenor Tupinambá, que viralizou com o caso da capivara Filó, já foi multado pela morte de uma preguiça-real e ainda teria explorado ilegalmente diversos animais silvestres para ganhar popularidade nas redes sociais.

Conhecido por compartilhar momentos inusitados com a capivara Filó, Agenor foi multado em R$ 17 mil e foi obrigado a entregar o animal ao Ibama para que ele fosse liberado na natureza. O caso ganhou repercussão nacional e dividiu opiniões. No sábado (29/4), a Justiça Federal concedeu a Tupinambá o direito de reaver o animal. O órgão, contudo, afirma que vai recorrer da decisão.

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Quatro infrações justificam a multa aplicada a Agenor, segundo o Ibama. A morte da preguiça-real, que foi confirmada pelo fazendeiro; maus-tratos contra animais silvestres; uso de espécimes da fauna silvestre sem autorização; exploração da imagem de animais silvestres mantidos em cativeiro.

Em vídeo publicado nesta segunda-feira (1º/5), o fiscal do Ibama Roberto Cabral lista oito animais silvestres que teriam sido criados pelo influenciador. Ele ainda revela que o caso da preguiça-real foi o primeiro a chegar às autoridades do órgão. Outra capivara criada por Agenor teria morrido. Duas preguiças, duas jibóias, dois papagaios, uma coruja, uma aranha e uma paca completam a lista.

De acordo com Cabral, “uma série de animais foram explorados de forma ilegal para se conseguir likes na internet”. O analista ainda refuta a ideia de que Agenor é um ribeirinho: “Se trata de um influencer, e não de um ribeirinho. Ele é um fazendeiro, é um biombo herdeiro. Não é uma pessoa hipossuficiente”.

Estudante de agronomia, Agenor teria acesso a um posto do Ibama, no qual ele poderia ter informado que estava em posse de tais animais. A escolha de ocultar essa informação também foi levada em consideração pelo Ibama.