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Brasil

Antes da COP, Lula se reúne com príncipe da Arábia Saudita

Presidente Lula realiza um tour pelo Oriente Médio e, ainda esta semana, participará da Conferência do Clima das Nações Unidas, em Dubai

28/11/2023 16:32, atualizado 28/11/2023 20:35
Presidência da República
Lula e bin Salman

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, nesta terça-feira (28/11), o príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. O chefe do Executivo cumpre agenda no Oriente Médio e seguirá, ainda esta semana, para a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP28), sediada em Dubai.

“Me reuni com Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita. Conversamos sobre investimentos sauditas no Brasil em diversos setores, e sobre o potencial de exportações brasileiras”, disse Lula, na rede social X (antigo Twitter).

Segundo comunicado do governo brasileiro, um dos pontos conversados no encontro foi a intenção saudita de aplicar US$ 10 bilhões no Brasil, sendo US$ 9 bilhões com planos de ser investido ao longo dos próximos sete anos. Os fundos seriam destinados para energia limpa, ciência, tecnologia, agropecuária e infraestrutura.

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Além de comparecer à COP, o petista tem na agenda encontros com líderes internacionais, para melhorar as relações exteriores e apresentar os projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em busca de investimentos.

O petista chegou mais cedo na Arábia Saudita e, nesta quarta-feira (29/11), terá compromissos no Catar. De quinta (30/11) a sábado (2/12) Lula estará na conferência sobre o clima e, depois, fará uma visita de três dias a Berlim, na Alemanha. O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), assume o Planalto nesse tempo.

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Controvérsias

Mohammed bin Salman se tornou primeiro-ministro da Arábia Saudita em 2022, após anos exercendo influência no governo. No Brasil, o nome dele se tornou mais conhecido no Brasil por ter presenteado a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com joias.

Além disso, o príncipe é acusado de envolvimento no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018. Ele também sofre críticas dos cidadãos pelo tratamento a ativistas de direitos humanos, pessoas que não são islâmicas, mulheres e população LGBTQIA+.