ANP: preços da gasolina e do diesel caem, mas gás de cozinha tem alta
Levantamento semanal aponta alívio nos combustíveis líquidos, enquanto GLP mantém trajetória de alta e pressiona orçamento das famílias
atualizado
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Os preços da gasolina e do diesel registraram queda nos postos de combustíveis na semana passada, enquanto o gás de cozinha (GLP) voltou a subir e acumulou a sexta alta consecutiva, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta segunda-feira (27/4).
Segundo o levantamento, o preço médio da gasolina caiu levemente na semana anterior, chegando a R$ 6,72, ante aos R$ 6,75 registrados anteriormente — antes da guerra no Irã, o preço médio do litro era de R$ 6,28.
O preço médio do diesel chegou a R$ 7,21, ante a R$ 7,31 anteriormente e a R$6,03 registrado antes da guerra, refletindo um movimento de acomodação após semanas de forte alta.
Já o GLP, vendido em botijões de 13 quilos, seguiu na contramão e apresentou nova elevação, alcançando R$ 114,61. Na semana anterior, o preço foi de R$ 114,39, enquanto antes da guerra o botijão era vendido, em média, por R$ R$ 109,87.
A redução nos preços da gasolina e do diesel ocorre após um período de pressão provocado pela valorização do petróleo no mercado internacional. Com a recente desaceleração das cotações externas, os combustíveis começaram a apresentar recuo gradual nos postos.
Ainda assim, os preços seguem em patamar elevado quando comparados ao início do ano, indicando que o alívio para o consumidor ainda é limitado.
Gás de cozinha
Diferente dos combustíveis, o gás de cozinha continua acumulando aumentos semanais. Com a sexta alta consecutiva, o GLP reforça a pressão sobre o custo de vida, especialmente para famílias de menor renda, para as quais o item tem peso relevante no orçamento.
O movimento também reflete dinâmicas específicas do mercado de GLP, que nem sempre acompanha, no mesmo ritmo, as variações observadas na gasolina e no diesel.
O governo federal anunciou um pacote para conter a alta do GLP que inclui subsídio de cerca de R$ 850 por tonelada para o gás importado, além de compensação às empresas para que o produto seja vendido com base no preço doméstico e não no internacional, reduzindo o impacto da disparada do petróleo.
As medidas, com custo estimado em cerca de R$ 330 milhões, também se somam ao programa Gás do Povo, que garante botijão gratuito a famílias de baixa renda.
Cenário externo
A oscilação nos preços dos combustíveis está diretamente ligada ao comportamento do petróleo no mercado internacional, impactado, entre outros fatores, pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Esse cenário elevou os preços nas semanas anteriores e ainda influencia a formação de preços no Brasil, mesmo com recuos pontuais mais recentes.
Especialistas apontam que o repasse das quedas do petróleo para os preços nas bombas tende a ocorrer de forma gradual, já que envolve toda a cadeia de produção e distribuição. Assim, mesmo com o recuo recente da gasolina e do diesel, a tendência para os próximos meses ainda dependerá da evolução do cenário internacional e de eventuais medidas internas para suavizar os preços.
