Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Amiga denuncia fake que arrecada dinheiro em nome de blogueira morta

O perfil criado pede ajuda para o velório e o enterro da jovem. Dayana Rosa, porém, negou que a iniciativa seja da família

18/07/2019 09:01, atualizado 18/07/2019 09:59
Reprodução
Amiga denuncia fake que arrecada dinheiro em nome de blogueira morta

Dayana Rosa, amiga da blogueira Alinne Araújo, morta nessa segunda-feira (15/07/2019), denunciou no Instagram uma vaquinha online criada em nome dos familiares de Alinne.

O perfil criado pede ajuda para o velório e o enterro da jovem. Dayana, porém, negou que a iniciativa seja da família.

“Isso é tudo mentira! Por favor, denunciem! Por favor, mesmo! Ninguém da família dela precisa de ajuda pra nada. A gente precisa agora é de sossego e paz. Vou deixar um print do perfil e da vaquinha. Denunciem! Não acreditem nessa vaquinha porque é mentira”, disse.

Amiga denuncia fake que arrecada dinheiro em nome de blogueira morta - destaque galeria
10 imagens
Alinne Araújo contou que estava com o casamento marcado para o dia 14 de julho
Mas o noivo terminou o relacionamento um dia antes
Ela usou as redes sociais para desabafar
Alinne morreu no dia 15 de julho
Alinne era estudante e morava no Rio de Janeiro
Amiga de Alinne denuncia vaquinha online em nome da blogueira
1 de 10

Amiga de Alinne denuncia vaquinha online em nome da blogueira

Alinne Araújo contou que estava com o casamento marcado para o dia 14 de julho
2 de 10

Alinne Araújo contou que estava com o casamento marcado para o dia 14 de julho

Reprodução/Instagram
Mas o noivo terminou o relacionamento um dia antes
3 de 10

Mas o noivo terminou o relacionamento um dia antes

Reprodução/Instagram
Ela usou as redes sociais para desabafar
4 de 10

Ela usou as redes sociais para desabafar

Reprodução/Instagram
Alinne morreu no dia 15 de julho
5 de 10

Alinne morreu no dia 15 de julho

Reprodução/Instagram
Alinne era estudante e morava no Rio de Janeiro
6 de 10

Alinne era estudante e morava no Rio de Janeiro

Reprodução/Instagram
Ela usava as redes sociais para falar de depressão
7 de 10

Ela usava as redes sociais para falar de depressão

Reprodução/Instagram
Nas redes sociais, o ex-noivo lamentou a morte de Alinne
8 de 10

Nas redes sociais, o ex-noivo lamentou a morte de Alinne

Reprodução/Instagram
Jovem fez desabafo nas redes sociais
9 de 10

Jovem fez desabafo nas redes sociais

Reprodução/Instagram
Alinne usava as redes sociais para falar sobre depressão e ansiedade
10 de 10

Alinne usava as redes sociais para falar sobre depressão e ansiedade

Reprodução

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Indignada, Dayana pediu para que as pessoas parem de criar fã-clubes para a amiga. “É impressionante a quantidade de gente que não tem mais o que fazer. Dizendo que é fã-clube. Só queria dizer que a gente não aprova isso, como amiga, e a família também não. Denunciem qualquer perfil, mesmo que esteja escrito que é fã-clube, porque… pra que, né? Pra que fazem isso, pra ganhar likes? Só pode ser isso. Não consigo compreender pra que fazer um fã-clube de uma pessoa que não está entre a gente e sofreu tanto pra isso”, desabafou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Entenda
A blogueira Alinne Araújo, que morava no Rio de Janeiro, morreu na tarde dessa segunda-feira (15/07). A jovem teria se suicidado ao pular do nono andar de um prédio, informações que foram confirmadas por parentes. No domingo (14/07), Alinne se casaria com Orlando, mas ela foi informada por ele um dia antes, por meio de mensagem no WhatsApp, que o relacionamento havia acabado. Em publicações no Instagram, a jovem comentou sobre a dor que passava e a decisão de manter a festa, celebrando a vida. Alinne Araújo usava as redes sociais para falar sobre como enfrentava a depressão e a ansiedade.

“Vocês sabem a dor de confiar em alguém cegamente e achar que encontrou o companheiro da vida e, um dia antes da celebração do amor de vocês, a pessoa some. Manda uma mensagem pelo WhatsApp e termina todos os sonhos de vocês. Fui pega de surpresa, quis morrer. Ele sempre soube da minha condição e não se importou em como eu estaria. Eu recebi a notícia [quando] estava dirigindo, tive uma crise no volante. Poderia ficar aqui chorando, mas tem uma festa linda me esperando, então hoje caso comigo mesmo em nome da minha vida nova. Me desejem sorte. Amo vocês”, escreveu em um post.

Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos de suicídio ou tentativas que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social. Isso porque é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o assunto não venha a público com frequência, para que o ato não seja estimulado. O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem.

Depressão, esquizofrenia e o uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida. Problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode te ajudar. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype 24 horas todos os dias.

Arte/Metrópoles

Disque 188
A cada mês, em média, 1 mil pessoas procuram ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV). São 33 casos por dia, ou seja, mais de um por hora. Se não for tratada, a depressão pode levar a atitudes extremas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, 32 pessoas cometem suicídio no Brasil. Hoje, o CVV é um dos poucos serviços em Brasília no qual se pode encontrar ajuda de graça. Cerca de 50 voluntários atendem 24 horas por dia a quem precisa.