Morre blogueira que casou sozinha após término de relacionamento

A jovem, que morava no Rio de Janeiro, teria se suicidado ao pular do nono andar de um prédio

Instagram/ReproduçãoInstagram/Reprodução

atualizado 15/07/2019 20:51

A blogueira Alinne Araújo morreu na tarde desta segunda-feira (15/07/2019). Ela ficou conhecida após compartilhar a informação de que o noivo terminou o relacionamento um dia antes do casamento. Mesmo sem o futuro marido, a estudante de psicologia resolveu prosseguir com a celebração e se casar sozinha. A jovem, que morava no Rio de Janeiro, teria se suicidado ao pular do nono andar de um prédio. As informações foram confirmadas por parentes.

“Ela estava em casa com a mãe e com a empregada. A empregada até tentou puxar ela de volta pra salvá-la, mas não conseguiu”, contou a tia da jovem, Saionara Araújo, em entrevista ao jornal O Dia. Policiais do 31º BPM do Recreio dos Bandeirantes foram acionados para o local, assim como a perícia.

Deixada no altar

A cerimônia de casamento estava marcada para acontecer neste domingo (14/07/2019), mas Alinne foi informada pelo noivo que o relacionamento havia terminado no sábado. “Vocês sabem a dor de confiar em alguém cegamente e achar que encontrou o companheiro da vida e, um dia antes da celebração do amor de vocês, a pessoa some. Manda uma mensagem pelo WhatsApp e termina todos os sonhos de vocês. Fui pega de surpresa, quis morrer. Ele sempre soube da minha condição e não se importou em como eu estaria. Eu recebi a notícia [quando] estava dirigindo, tive uma crise no volante. Poderia ficar aqui chorando, mas tem uma festa linda me esperando, então hoje caso comigo mesmo em nome da minha vida nova. Me desejem sorte. Amo vocês”, escreveu em um post.

“Meu noivo simplesmente sumiu. E ele não vai aparecer na minha festa, que já está paga. Então eu vou casar comigo mesma”, confirmou, em vídeo.

Ela usava as redes sociais para falar sobre como enfrentava a depressão e ansiedade.

Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos de suicídio ou tentativas que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social. Isso porque é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o assunto não venha a público com frequência, para que o ato não seja estimulado. O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem.

Depressão, esquizofrenia e o uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida. Problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode te ajudar. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype 24 horas todos os dias.

 

Arte/Metrópoles

 

Disque 188
A cada mês, em média, 1 mil pessoas procuram ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV). São 33 casos por dia, ou mais de um por hora. Se não for tratada, a depressão pode levar a atitudes extremas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, 32 pessoas cometem suicídio no Brasil. Hoje, o CVV é um dos poucos serviços em Brasília no qual se pode encontrar ajuda de graça. Cerca de 50 voluntários atendem 24 horas por dia a quem precisa.

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