Alívio para Pazuello repercute entre políticos: “Exército de joelhos”

Exército anunciou nesta quinta-feira que o general Eduardo Pazuello não sofrerá punições por ter ido a evento político com Bolsonaro

atualizado 03/06/2021 18:36

Ministro da saúde Eduardo Pazuello no governo bolsonaroIgo Estrela/Metrópoles

O anúncio de que o processo disciplinar contra o general da ativa Eduardo Pazuello por participar de evento político ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi arquivado está provocando reações de protesto em políticos críticos ao governo. O Exército comunicou a decisão nesta quinta-feira.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) foi uma das primeiras a se manifestar nas redes sociais. “Liberou geral. É um escândalo. É um incentivo à anarquia”, escreveu ela, que também acusou o presidente Jair Bolsonaro de estar destruindo as instituições brasileiras. Veja:

O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM) foi duro em sua avaliação:

O deputado federal e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) cobrou que seja pautado – coisa que ele não fez quando podia – um Projeto de Lei que proíba aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública.

Marcelo Freixo (PSol-RJ), também deputado federal, acusou o Exército de violar suas próprias regras:

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, se manifestou no início da noite, em tom mais moderado. Veja:

Os políticos que apoiam o governo também começam a reagir em defesa da decisão. O deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), por exemplo, avaliou que uma punição, se viesse, seria por pressão da mídia. Ele deu parabéns ao Exército. Veja:

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) foi outro a se posicionar de maneira crítica:

O enredo

No último dia 23 de maio, no Rio de Janeiro, Pazuello subiu em um carro de som ao lado de Bolsonaro. O presidente discursou e chamou o general para saudar o público. Pazuello tirou a máscara para fazer isso.

Foi instaurado, então, um processo administrativo contra o general, uma vez que o Estatuto dos Militares e o Regulamento Disciplinar do Exército proíbem que militares da ativa participem de atos políticos.

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), militar da reserva, foi uma das vozes que defenderam punição para “evitar a anarquia” nas Forças Armadas. O comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, porém, decidiu arquivar o procedimento administrativo após ouvir a versão do general. Segundo ele, não houve prática de transgressão militar.

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