Alerj exonera chefe de gabinete ligado a Bacellar após operação da PF
Decisão foi tomada pelo presidente em exercício Guilherme Delaroli (PL) e ocorre após operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro
atualizado
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O chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rui Carvalho Bulhões Júnior, foi ex0nerado do cargo nesta terça-feira (16/12) após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). A decisão foi assinada pelo atual presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli, e publicada no Diário Oficial.

Rui fazia parte da administração da Alerj durante a gestão de Rodrigo Bacellar, afastado do comando do Legislativo estadual. Ele é investigado na segunda fase da operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta manhã. O agora ex-chefe de gabinete esteve na sede da PF, no Centro do Rio de Janeiro.
De acordo com informações preliminares, a Polícia Federal apreendeu três celulares na casa de Rui Bulhões.
Outros nomes ligados a Bacellar foram exonerados
Além dele, outras duas pessoas ligadas a Bacellar foram exonerados, o diretor-geral da Assembleia Marcos André Riscado e o procurador-geral Robson Tadeu de Castro Maciel Júnior.
Operação da PF
A decisão ocorre em meio a investigações da Polícia Federal, que nesta terça-feira 16/12) prendeu prendeu o desembargador Macário Ramos Júdice Neto. Ele é suspeito de envolvimento no vazamento de informações sigilosas que favorecem o Comando Vermelho (CV).
Macário é o relator do processo que envolve o ex-deputado Thiago Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, preso por ligação direta com a facção. Segundo as investigações, o magistrado teria atuado para favorecer o grupo criminoso.




