Além de Bolsonaro: protesto em SP reúne amplo leque de críticas

Capital reúne manifestantes na Avenida Paulista para pedir desde impeachment até fim do desmatamento e recusa à privatização dos Correios

atualizado 24/07/2021 17:08

Manifestação em São PauloDanilo M. Yoshioka/Especial Metrópoles

São Paulo – Ocupando as duas faixas da avenida Paulista, manifestantes se reúnem neste sábado (24/7) para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A avenida é tomada por uma pluralidade de gritos de ordem, que vão desde denúncias contra a violência contra as mulheres e negros até críticas contra o desmatamento da Amazônia e a privatização dos Correios.

Em poucos metros, há desde gritos de membros da Coalizão Negra, que pedem “parem de nos matar” e denunciam o genocídio de negros nas favelas, até pessoas que militam pelo direito das pessoas com deficiência.

É o caso de Vania Buso, de 64 anos, que anda em cadeira de rodas. A dificuldade de mobilidade não a impede de se manifestar contra o presidente: “Venho aos protestos sempre que posso, de transporte público”, afirma, ao lado do marido que sempre a acompanha. Ela disse que sempre votou em Lula, e repetirá a escolha em 2022.

Poucos metros à frente, um carro de som chama a atenção pelo “pixuleco” gigante de um entregador dos Correios, que tem inscrito em sua roupa “Não ao PL 591”. Dezenas de funcionários da estatal estão presentes no ato, com o tradicional uniforme amarelo e azul, criticando o projeto de lei que tramita no Congresso que pode culminar na privatização da empresa.

Geraldinho Rodrigues, que trabalha nos Correios, disse que a concessão à iniciativa privada só trará pioras à estatal.

“Vai piorar o serviço, vai aumentar a tarifa e só será entregue nos grandes centros, as pequenas cidades não vão mais ter entrega. Além disso, vai ter uma série de demissões”, falou.

Logo ao lado, faz sucesso entre os presentes – que param para tirar fotos com seus celulares – uma bandeira de fundo vermelho na qual se vê a imagem do presidente da República com olhos vermelhos e chifres, com os dizeres “Bolsonaro genocida”, enquanto ouvem-se gritos e músicas denunciando a demora na compra de vacinas pelo governo federal.

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