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Alcolumbre se manifesta sobre quebra de sigilo de Lulinha em CPMI

Presidente do Senado deu declaração nesta terça (3/3). Governistas e oposição travam disputa sobre o tema e esperam decisão do político

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Andressa Anholete/Agência Senado
davi alcolumbre recebe recado de advogado de Trump
1 de 1 davi alcolumbre recebe recado de advogado de Trump - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) disse, nesta terça-feira (03/03) que ainda não decidiu sobre a votação da CPMI do INSS que quebrou o sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, e que ainda vai ouvir a advocacia do Senado antes.

“Estou querendo decidir (…) vou ouvir a advocacia do Senado”, disse ao entrar na presidência para uma reunião. O presidente do Senado participa nesta terça de uma reunião junto a setores produtivos e lideranças partidárias para falar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da escala 6×1.

Alcolumbre foi acionado pela base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para anular a votação do requerimento. Líderes alegam que o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), fraudou a votação.

O pleito realizado na última quinta-feira (26/02) votou uma série de requerimentos em bloco e de forma simbólica. Governo alega ter 14 votos contrários, enquanto a oposição fala em 7 votos.

Alcolumbre pediu apoio técnico, jurídico e policial para apurar a denúncia de “fraude” apresentada por governistas. Por causa da análise mais detalhada e que contará com apoio de técnicos, não existe previsão de quando o presidente do Congresso responda sobre o episódio.

O parlamentar terá o apoio da Advocacia do Senado, da Polícia Legislativa e da Secretária-geral da Mesa. A votação terminou em discussão acalorada no colegiado, com chutes e socos depois da aprovação de uma série de requerimentos, incluindo um sobre Lulinha.

Contagem foi ponto inicial de confusão

A votação foi simbólica, ou seja, não houve registro nominal de votos. Nesses casos, os contrários precisam ficar em pé, ou se manifestar erguendo a mão. Foi no momento da proclamação do resultado pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que a confusão começou. Ele contabilizou sete votos contra os requerimentos — afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado suplentes — e declarou que os pedidos estavam aprovados.

Os governistas afirmam que a contagem foi feita de forma incorreta e que eles tinham 14 votos contrários à quebra dos sigilos. Por isso, 14 deputados e senadores da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionaram o presidente do Congresso para reverter a decisão.

Antes de apresentar a representação, parlamentares da base de Lula foram até a Residência Oficial do Senado para contar pessoalmente a versão governista do caso.

O grupo pede a nulidade da votação, enquanto Viana e membros da oposição afirmam que a votação foi legítima e seguiu o regimento interno do Legislativo.

A base de Lula na CPMI solicita também que Alcolumbre encaminhe ao Conselho de Ética do Senado uma denúncia contra Viana. Os parlamentares argumentam que Viana recorreu a uma manobra para confirmar os requerimentos. Viana nega qualquer irregularidade.

Oposição fala em acionar STF se Alcolumbre ceder

Como mostrou a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a cúpula da CPMI, comandada pela oposição, já se prepara para uma possível batalha judicial envolvendo a votação que aprovou a quebra de sigilo fiscal de Lulinha.

Segundo membros da cúpula da comissão, a ideia é acionar o STF, caso o presidente do Congresso Nacional anule a votação, como pedido por parlamentares da base do governo Lula.

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