Eleição 2026

Ala do PT vê Andrei “fora do tom” para Ministério da Segurança Pública

Atual diretor da Polícia Federal tem boa relação com a bancada, mas parlamentares indicam que pasta precisa de um perfil diferente

atualizado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.
1 de 1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues. - Foto: <p>Igo Estrela/Metrópoles<br /> @igoestrela</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

Uma ala do PT avalia que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não tem o perfil para assumir o Ministério da Segurança Pública, que deve ser criado em breve pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Parlamentares relatam que o chefe da PF tem boa relação com a bancada, mas entendem que ele deveria permanecer no comando da corporação.

Para essa ala do PT, com influência no partido, Andrei é um nome técnico e competente, com destaque à investigação que culminou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por golpe de Estado. Por outro lado, ele é considerado pouco midiático e combativo.

O partido entende que, diante de uma eleição que se aproxima, a pasta deve ter à frente um nome com experiência na política, para rebater as eventuais críticas e os ataques de adversários perante a opinião pública.

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O presidente Lula e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues
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O PL Antifacção é um dos projetos enviados pelo governo Lula ao Congresso para ampliar o combate ao crime organizado. O texto foi um dos principais focos da gestão de Ricardo Lewandowski à frente da pasta.
O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues
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O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues

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O presidente Lula e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
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O presidente Lula e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski

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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues
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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues

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O PL Antifacção é um dos projetos enviados pelo governo Lula ao Congresso para ampliar o combate ao crime organizado. O texto foi um dos principais focos da gestão de Ricardo Lewandowski à frente da pasta.
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O PL Antifacção é um dos projetos enviados pelo governo Lula ao Congresso para ampliar o combate ao crime organizado. O texto foi um dos principais focos da gestão de Ricardo Lewandowski à frente da pasta.

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Há ainda um segundo ponto para a defesa, no PT, da manutenção de Andrei na PF. De acordo cm alguns parlamentares, não se sabe se de fato o Ministério da Segurança Pública conseguirá ter competência legal para colocar o governo federal como protagonista. Dessa forma, a permanência na corporação, defendem, seria a melhor maneira de aproveitar o perfil do policial federal.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública será criado a partir de um desmembramento do Ministério da Justiça, que hoje acumula as duas competências. A ideia de separação acontece diante da vontade do presidente Lula em avançar no combate à insegurança. Esse tema, indicam as pesquisas, deve ser um dos principais pontos de atenção do eleitor na eleição de outubro.

A dúvida paira por causa da incerteza sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que daria mais competência ao governo federal sobre essa área. O projeto está parado na Câmara, e uma ala do Planalto entende que há fortes chances de ele não sair do papel em 2026 porque o funcionamento do Congresso será achatado pelo calendário eleitoral.

No governo, há uma divisão sobre a ideia de quando criar a nova pasta. Uma ala defende que aconteça logo, após a esperada saída do atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Outra ala avalia que o ministério só deveria ser criado após a aprovação da PEC, sob risco de o governo atrair para si uma expectativa de protagonismo que não poderá ser correspondida.

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