Ala do PT indica a Lula nomes para o Ministério da Segurança Pública
Núcleo de segurança pública defende que a pasta, que deve ser criada após a saída de Lewandowski, seja comandada por um quadro do partido
atualizado
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O Setorial de Segurança Pública, uma das alas do Partido dos Trabalhadores (PT), sugeriu três nomes para assumir o Ministério da Segurança Pública, que deve ser criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir do desmembramento da pasta da Justiça e da provável saída do ministro Ricardo Lewandowski.
Em carta direcionada ao presidente da sigla, Edinho Silva, o núcleo defende que o futuro titular seja vinculado ao partido e pediu que o dirigente leve as indicações a Lula.
Os nomes sugeridos são:
- Tarso Genro, ex-ministro da Justiça de Lula;
- Adriana Accorsi, delegada da Polícia Civil e deputada federal por Goiás; e
- Benedito Mariano, ex-ouvidor da polícia de São Paulo e ex-secretário de Segurança Urbana nas gestões de Marta Suplicy e Fernando Haddad.
O documento é assinado pelo coordenador nacional do Setorial de Segurança Pública do PT, Abdael Ambruster.
A carta argumenta que a direita e a extrema direita se apropriaram da agenda da segurança pública diante da ausência de uma política nacional sobre a área. O grupo afirma ainda que o tema será central durante a disputa eleitoral deste ano.
Criação do Ministério da Segurança Pública
A discussão sobre a recriação do Ministério da Segurança Pública voltou a ganhar força diante da iminente saída de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça, que hoje abriga as duas competências.
No final do ano, durante reunião ministerial, Lula afirmou que pretende desmembrar o ministério, caso a proposta de emenda à constituição enviada pelo governo seja aprovada no Congresso. Dentro do PT, há divergências sobre a criação da pasta em ano eleitoral, mas a avaliação é de que o tema precisa ser discutido.
Como mostrou o Metrópoles, outro nome ventilado para assumir o posto é o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Uma ala do partido, no entanto, vê com cautela a indicação do chefe do corporação.
