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Brasil

Agiu "como se dissesse tanto faz", diz guarda sobre reação de homem que matou juíza

Paulo José foi preso por matar a ex-esposa, a juíza Viviane Vieira. Agente afirma que ele apenas "balançou os ombros" ao ser detido

25/12/2020 15:51, atualizado 26/12/2020 16:50
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Reprodução/Instagram
Viviane Vieira do Amaral Arronenzi

O engenheiro Paulo José Arronenzi, preso em flagrante por esfaquear e matar sua ex-esposa, Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, foi questionado por guardas municipais que o prenderam se ele estava arrependido de seus atos. Em resposta, ele teria apenas chacoalhado os ombros, demonstrando não ter arrependimento, e disse que preferia morrer.

Na delegacia, os policiais notaram que Paulo José estava com um corte em uma das mãos, e por isso foi encaminhado ao Hospital Lourenço Jorge, no Rio de Janeiro, para ser atendido. Depois, voltou para a Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, onde permanece preso. No trajeto, os agentes o questionaram:

“Ele ficou todo o tempo calado, mas perguntamos se estava arrependido de alguma coisa. Ele balançou os ombros como se quisesse dizer ‘tanto faz, tanto fez’, só dizendo que era melhor morrer”, relata o guarda municipal Adailton Moraes, segundo informações do portal Extra.

Adailton foi o primeiro agente a chegar ao local do crime. O guarda percebeu que Paulo estava armado e conseguiu imobilizá-lo com a ajuda de colegas. Ele carregava uma mochila com três facas de churrasco e remédios tarja preta.

“Ainda no local do crime, perguntei o porquê de ele ter feito aquilo com a esposa. Ele só falou que estava sendo ameaçado por ela e que tomava remédios. Ele parecia tranquilo, mas com a mão trêmula”, diz Moraes. “Ele não esboçava reação. Olhava para ela e para o alto. Fui me aproximando aos poucos até que conseguimos imobilizá-lo”, completou o agente sobre a prisão de Paulo.

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Assassinato ocorreu em área nobre do Rio
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Juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos
Vídeo mostra filhas gritando para pai não matar juíza: "Por favor, para!"
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Entenda

Nessa quinta-feira (24/12), Viviane foi morta pelo ex-companheiro na Avenida Rachel de Queiroz, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O crime ocorreu quando a juíza foi deixar as meninas com o pai, também na Barra. A mulher morreu no local e ele foi preso em flagrante para, em seguida, ser levado à Divisão de Homicídios (DH).

Viviane chegou a ter, por um tempo, escolta feita por seis homens armados e treinados em artes marciais, que lhe acompanhavam durante todo o dia em dois carros. O objetivo era protegê-la do ex-marido, que já a havia ameaçado e agredido. Eles foram casados entre 2009 e 2020.

A escolta havia sido colocada à disposição de Viviane após um pedido feito por ela. Menos de dois meses depois de solicitar a segurança, ela avisou que não queria mais a proteção, atendendo ao pedido de uma das crianças.

As cenas brutais aconteceram na frente das filhas do casal, gêmeas de 7 anos, e a mais velha, de 9. Um vídeo mostra que as crianças imploraram para que o pai parasse com as agressões.

Veja:

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