Guarulhos pode suspender voos da Avianca. No DF, situação está normal

A notificação da AGU Airport foi feita para que a companhia aérea possa adotar medidas para evitar atrasos na liberação dos voos agendados

Michael Melo/Metrópoles

atualizado 11/04/2019 20:01

A GRU Airport, que opera o aeroporto de Guarulhos, notificou a Oceanair Linhas Aéreas (Avianca Brasil) que só poderá decolar voos domésticos a partir desta sexta-feira (12/4) mediante o pagamento à vista das respectivas tarifas do aeroporto. Segundo nota divulgada pela operadora, a notificação foi feita para que a companhia aérea, em recuperação judicial, possa adotar as medidas necessárias para evitar atrasos na liberação dos voos já agendados.

A notificação segue-se à de operadoras de outros aeroportos ao longo desta semana, alguns dos quais a companhia atendeu ao pedido de pagamentos das tarifas à vista, para permitir decolagem e aterrissagem dos voos.

Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de imprensa da Inframerica, empresa que administra o aeroporto de Brasília, assegurou que os voos da Avianca na capital federal estão com pousos e partidas normais.

A Avianca Brasil tem mantido suas operações com recursos vindo de empréstimos obtidos da gestora norte-americana Elliott, o maior credor da empresa em recuperação judicial, assim como de suas concorrentes, Azul, Gol e Latam.

As três companhias aéreas são interessadas nas autorizações de decolagem e aterrissagem que a Avianca Brasil venderá em leilão, no formato de Unidade Produtiva Isolada (UPI), como parte do plano de recuperação judicial aprovado dia 5 deste mês. Gol e Latam firmaram compromisso de adquirir pelo menos duas UPIs, com o que a Avianca deve levantar um mínimo de US$ 140 milhões. Outras cinco UPIs serão também colocadas à disposição no mesmo leilão.

A Avianca teve três aeronaves arrestadas pela Aviation Capital Group, com a qual mantinha contrato de leasing. A empresa está inadimplente desde o ano passado com os arrendadores de aeronaves, para os quais deve pelo menos US$ 150 milhões e com os quais trava uma disputa na Justiça, paralela ao processo de recuperação judicial.

A Avianca Brasil entrou em recuperação judicial em dezembro do ano passado, com dívidas de R$ 2,7 bilhões. (Com Agência Estado)

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