
Aécio desiste de corrida ao Planalto e PSDB irá adotar a neutralidade
PSDB confirmou a informação ao Metrópoles. Cada diretório estadual poderá decidir se vai apoiar algum nome à Presidência

O deputado federal e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), descartou a possibilidade de concorrer à Presidência da República neste ano.
Ao Metrópoles, o ex-governador explicou que o foco da sigla em 2026 será fortalecer sua presença no Congresso Nacional. “Foco é na retomada do nosso papel de protagonismo na política brasileira a partir da eleição de uma bancada muito sólida no Congresso, que é o que nós vamos fazer”, disse.
No fim de maio, a federação Cidadania-PSDB chegou a aprovar a pré-candidato de Aécio ao Planalto. Na época, a decisão foi tomada por integrantes das duas siglas e representantes do Solidariedade. Desde então, o ex-governador de Minas ficou de dar uma resposta.
Com a candidatura descartada, o PSDB não terá candidato e vai adotar a neutralidade, sem apoiar um nome ao Planalto. Os diretórios estaduais terão a liberdade de decidirem se fazem aliança com outro candidato.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAécio disse esperar que em 2030 o país possa ter uma eleição que não esteja polarizada entre petistas e bolsonaristas, e declarou que o PSDB terá nome próprio.
“espero que essa seja a última eleição metida a essa polarização tão rasa, tão grosseira, que tanto mal vem fazendo ao país. E o PSDB se prepara para lançar seu projeto para 2030. Aí sim, chegaremos com uma candidatura presidencial bem organizada, sólida, pelo centro, que é o que o Brasil precisa”, argumentou.

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Ver todasPSDB perdeu musculatura política
Esta será a segunda eleição presidencial que o PSDB terá candidatura presidencial. Em 2022, foi a primeira vez que a sigla não teve um nome na cabeça de chapa. O Cidadania, que está federado com os tucanos, apoiou a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB).
O PSDB perdeu significativa musculatura política desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou a presidência da República, em 2018. Naquele ano, Bolsonaro quebrou a polarização entre PSDB e PT e consolidou com liderança do campo da direita na disputa nacional.
Desde então, a sigla perdeu nomes de peso, como o do atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e viu suas bancadas na Câmara e no Senado ficarem pequenas.


