Advogado de Filipe Martins rebate Moraes e diz que não acusou Tarcísio

Advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Martins, afirma que não sugeriu envolvimento do governador em “minuta de golpe”

atualizado

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Advogado Jeffrey Chiquini da Costa realizou sustentação pelo denunciado Rodrigo Bezerra de Azevedo por suposta trama golpista pela - Metrópoles 1
1 de 1 Advogado Jeffrey Chiquini da Costa realizou sustentação pelo denunciado Rodrigo Bezerra de Azevedo por suposta trama golpista pela - Metrópoles 1 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O advogado Jeffrey Chiquini, que defende Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro (PL), rebateu nesta quarta-feira (16/7) declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e negou ter acusado o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de envolvimento na trama golpista.

Em vídeo publicado no YouTube, Chiquini classificou como “mentirosa” a afirmação de que tenha imputado responsabilidade a Tarcísio em depoimento recente de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.

“O advogado acusou o Tarcísio? Grande mentira. Isso é falso. Quero ver provar”, disse.

Na última segunda-feira (14/7), durante audiência da ação penal que investiga  tentativa de golpe de Estado, Chiquini apresentou uma planilha de entradas no Palácio da Alvorada.

Tal documento — elaborado pela Polícia Federal com base em registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) — mostrava que Filipe Martins esteve no local em 19 de novembro de 2022, mesma data e horário do governador Tarcísio de Freitas, do padre José Eduardo e de Mauro Cid.

Na ocasião, o advogado questionou Cid: “O governador Tarcísio foi lá conversar sobre minuta de golpe também?”. O ex-ajudante sorriu diante da pergunta, o que levou o defensor a repreendê-lo.

Moraes interveio imediatamente e afirmou que, se houvesse acusação formal ao governador, ela deveria ser encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR). “O senhor quer que eu informe mais alguma autoridade sobre suas acusações?”, questionou o ministro.

No vídeo divulgado nesta quarta-feira, Chiquini voltou a afirmar que a planilha não comprova nenhuma reunião golpista:

“Essa tabela não é prova de nada. Não é porque alguém esteve com o presidente naquele dia que tratou de golpe. Nem o Filipe Martins, nem o Tarcísio, nem o padre trataram disso.”

Chiquini também apontou o que chamou de “seletividade” das investigações:

“Por que o padre virou alvo de busca e apreensão e o Filipe está sendo acusado, enquanto outros nomes citados na mesma planilha sequer são mencionados?”

Segundo ele, a menção a Tarcísio tinha como objetivo demonstrar incoerência nas acusações contra Filipe Martins, e não sugerir culpa do governador. “Tanto Tarcísio é inocente quanto o Filipe também é”, afirmou.


Contexto do caso

  • Filipe Martins é réu em ação penal por suposta participação em trama para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após a eleição de 2022.
  • Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria ajudado a estruturar um plano para decretação ilegal de estado de sítio e permanência ilegítima de Bolsonaro no poder.
  • Além dele, outros investigados do chamado “núcleo político” incluem o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, a delegada da PF Marília Alencar, o general Mário Fernandes e o coronel Marcelo Câmara, entre outros.
  • As denúncias envolvem acusações de tentativa de golpe, abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Embate com Moraes

Na mesma sessão de segunda-feira, Chiquini protagonizou novo embate com Moraes ao questionar o ex-ministro do GSI, general G. Dias sobre imagens da invasão ao Palácio do Planalto no 8 de Janeiro. O advogado perguntou se as imagens usadas nas investigações haviam sido fornecidas “de forma seletiva” e mencionou vídeos que “desapareceram”.

Moraes reagiu com uma advertência: “O senhor está acusando alguém de ter feito as imagens desaparecerem?”.

Nesta quarta-feira, advogado chegou a declarar que vai acionar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para denunciar “violação de seus direitos como advogado”.

Jeffrey Chiquini acusou o ministro de ter “passado dos limites” ao silenciar seu microfone enquanto o defensor fazia perguntas ao general G. Dias.

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