Advogado está em lista de desaparecidos de desabamento de prédio em SP

Edifício Wilton Paes de Almeida desabou após incêndio ocorrido na madrugada do dia 1º de maio

atualizado

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NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO
Cai para 29 o número de possíveis vítimas na queda de prédio no centro de SP
1 de 1 Cai para 29 o número de possíveis vítimas na queda de prédio no centro de SP - Foto: NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO

Um advogado de 40 anos foi incluído na lista de desaparecidos do desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, ocorrido no dia 1º de maio, no Largo do Paiçandu, situado no centro de São Paulo. Alexandre de Menezes já vinha sendo procurado por familiares, mas uma informação, depois desmentida pela Polícia Civil, de que ele teria sido visto após a tragédia atrasou a constatação do desaparecimento.

Alexandre de Menezes vivia havia pelo menos dois anos no 10º andar do edifício. Assim que o prédio caiu, sua irmã procurou a Polícia Civil para relatar o sumiço.

Segundo o delegado Marco Antonio de Paula Souza, a mulher contou que “religiosamente, todos os domingos, ele se encontrava com a avó. A idosa, de 80 anos, dava algum dinheiro ao homem e, mensalmente, entregava os R$ 160 com os quais ele pagava para viver na ocupação do antigo prédio da Polícia Federal. A dúvida virou certeza no domingo seguinte ao desastre, quando ele não compareceu ao encontro.

Entretanto, entre os diversos depoimentos de ex-moradores coletados pela polícia, um dos sobreviventes afirmou acreditar ter visto o advogado após o acidente. Por isso, a confirmação do desaparecimento não ocorreu de imediato.

No entanto, ao investigar o caso, os policiais constataram que Menezes não havia recebido nenhum atendimento do poder público, não estava no Largo do Paiçandu e nem havia sido acolhido nos albergues municipais.

Ex-companheira confirmou
Eles encontraram uma companheira de Menezes, uma peruana com quem ele havia vivido junto em outra ocupação da cidade, no prédio do Cine Marrocos, a um quarteirão do Wilton Paes de Almeida. Ela confirmou o desaparecimento.

“Ela nos disse que era muito amiga dele e, se ele estivesse vivo, já a teria procurado”, afirmou o delegado. Segundo o relato da mulher, o advogado vinha consumindo álcool em excesso, mas certamente estava no prédio na hora do incêndio antes do desabamento

A Polícia Civil pediu à mãe e à irmã de Menezes para cederem material genético a fim de auxiliar na comparação entre o DNA delas com restos mortais já retirados dos escombros. O material passará por análise.

O prédio Wilton Paes de Almeida desabou após incêndio na madrugada do dia 1º de maio. Ao todo, quatro pessoas morreram. Segundo os bombeiros, ainda há desaparecidos.

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