Acusada de se passar por menina de 12 anos será julgada em SC
Audiência de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, está marcada para 19 de agosto, em Joinville, no nordeste catarinense

A Justiça de Santa Catarina marcou para 19 de agosto a audiência de instrução e julgamento de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville. Ela responde ao processo por suspeita de estelionato e falsidade ideológica.
Amanda foi presa em 2 de junho, depois de passar cerca de 14 meses convivendo com uma família de Pirabeiraba, distrito de Joinville, usando o nome falso de “Gabriele”. Após a prisão, a Justiça manteve a detenção preventiva durante a audiência de custódia.

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Ver todasA audiência de instrução é a etapa em que testemunhas podem ser ouvidas, e outras provas são produzidas antes de a Justiça decidir se o caso seguirá para julgamento.
O que diz a defesa
A defesa de Amanda, formada pelos advogados Lúcio Sousa e Sarita de Paiva, adiantaram que vão apresentar elementos que, segundo eles, evidenciam “as fragilidades da acusação” e sustentam a versão apresentada por Amanda.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA mulher também passou por exames psiquiátricos. Os resultados não foram divulgados porque o processo tramita sob sigilo judicial.
Como Amanda teria agido
- Segundo as investigações, Amanda utilizava o nome falso de “Gabriele” e outros nomes em diferentes situações para se aproximar de famílias e instituições religiosas.
- De acordo com a Polícia Civil (PCSC), ela dizia ter fugido de casa e relatava supostos episódios de abuso ou exploração sexual. A estratégia, segundo os investigadores, teria sido usada para conseguir acolhimento e permanecer próxima das famílias.
- Para sustentar a identidade de uma adolescente, Amanda teria simulado comportamentos considerados infantis e afirmado que fazia uso de hormônios. A aparência adulta seria uma das características que precisavam ser justificadas durante o período em que permanecia com as vítimas.
- A investigação também apontou que o caso de Joinville não seria isolado. A corporação identificou, ainda, registros de ocorrências com características semelhantes atribuídas à mulher em outros estados, entre eles Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Ceará.
- As suspeitas nesses outros episódios ainda precisam ser analisadas individualmente pela Justiça, e Amanda tem direito à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.
Investigação
A prisão ocorreu após a Polícia Civil investigar a permanência da mulher com a família de Pirabeiraba. Ela teria conseguido se inserir na rotina familiar ao se apresentar como uma menina de 12 anos.
O caso chamou a atenção justamente pela duração da convivência e pela forma como a identidade falsa teria sido mantida durante, aproximadamente, 14 meses.
Agora, a audiência marcada para 19 de agosto deverá reunir depoimentos e outros elementos da investigação.
Como o processo está sob sigilo, detalhes das provas e dos exames realizados pela acusada não foram divulgados.













