Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Abrasel apoia medidas restritivas em SP, mas pede "plano de socorro"

Todo o estado entra na fase vermelha do plano de quarentena a partir de sábado. Setor quer que o pagamento de ICMS e IPTU seja prorrogado

03/03/2021 16:43, atualizado 03/03/2021 19:54
Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos

São Paulo – A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo (Abrasel) diz apoiar as novas medidas restritivas anunciadas nesta quarta-feira (3/3) pelo governo estadual. Segundo o ‎presidente conselho da entidade, Joaquim Saraiva, o setor precisará, entretanto, de incentivos para evitar mais fechamento de estabelecimentos durante o período de quarentena mais rígida.

Após o estado bater recordes de mortes e internações por Covid-19, a gestão João Doria decidiu colocar todas as regiões na fase vermelha, a mais restritiva do plano de quarentena, a partir de sábado (6/3). Com a medida, que permanecerá em vigor até o dia 19 de março, bares e restaurantes só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e pedidos por telefone ou internet.

“Nessa fase, nós vamos colaborar com o governo. Vamos respeitar a fase a vermelha, mas sabemos que vamos passar por um período muito difícil e gostaríamos que, paralelamente, os governos estudassem mecanismos de auxílio para o setor evitar mais falências e desemprego”, disse Saraiva ao Metrópoles.

A entidade cobra a elaboração de um “plano de socorro” aos bares e restaurantes, com a prorrogação do recolhimento do ICMS, pelo estado, e do IPTU, da prefeitura, e o pagamento desses impostos sem juros e correção.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
Água e luz

Além disso, Joaquim Saraiva quer um auxílio para que os estabelecimentos possam honrar contas de água e de luz. “Uma vez zerando o faturamento dos bares e restaurantes, vai ser difícil honrar esses pagamentos porque também existem as duplicatas dos fornecedores e folha de pagamento dos funcionário”, afirma.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Saraiva também pede ao governo federal a volta de medidas como a flexibilização da jornada e a suspensão de contratos de trabalho. “Foi o que salvou praticamente todas as empresas. O avanço da Covid-19 atingiu São Paulo, mas temos no noticiário que são todos os estados brasileiros”, afirmou.

Segundo o presidente do conselho da Abrasel-SP, 40% dos estabelecimentos do setor fecharam as portas no estado de São Paulo desde o início da pandemia. “Se esse período (de fase vermelha) durar muito mais tempo, vamos pular rapidamente para 80% das empresas. Daqui para frente, não há mais dinheiro, sem faturamento, que possa cobrir despesas”, afirmou.

Abrasel apoia medidas restritivas em SP, mas pede “plano de socorro” - destaque galeria
12 imagens
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
1 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
2 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
3 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
4 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
5 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
6 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
7 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
8 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
9 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Fabio Vieira
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
10 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Ana Saito
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
11 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Ana Saito
Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro
12 de 12

Protesto em SP pelo fechamento de estabelecimentos em janeiro

Metrópoles/ Ana Saito

Donos de bares e restaurantes vinham realizando protestos, com o apoio da associação, contra medidas restritivas adotadas pelo governador João Doria. Mas Saraiva destacou que o momento agora é de seguir as novas medidas devido ao aumento expressivo de casos de Covid-19 no estado e o surgimento de novas variantes.

“Não queremos sofrer lá na frente e não queremos mais esse abre e fecha que só tem dado prejuízo. E também percebemos que os números estão muito altos, vieram uma segunda onda e as variantes. Vamos colaborar com o governo e gostaríamos muito que ele também combatesse as festas clandestinas”, justificou.

O que diz o governo

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico respondeu, em nota, que o objetivo do governo é “salvar vidas”. Ainda, reforçou a liberação de cerca de R$ 2 bilhões em créditos para empreendedores. Confira abaixo a íntegra:

“O Governo de São Paulo informa que diante do atual cenário de aumento alarmante de casos, internações e mortes causadas pelo coronavírus os 645 municípios do estado regridem para a fase vermelha do Plano São Paulo a partir deste sábado (6). Reforça também que atua com plena responsabilidade e transparência no combate e controle do coronavírus, sempre amparado pela ciência com o objetivo de salvar vidas.

O setor de restaurantes pode operar com sistema de delivery, drive-thru e retirada. O Plano SP é respaldado por critérios técnicos, análises e pareceres do Centro de Contingência para permitir, de forma consciente e gradual, a retomada das atividades econômicas dos setores. Avança quando possível e retrocede quando necessário.

Ressalta que, até o momento, já desembolsou quase R$ 2 bilhões de crédito pela Desenvolve SP, Banco do Povo e Sebrae para auxiliar empreendedores a atravessarem a crise. Além disso, neste ano, liberou mais R$ 125 milhões de crédito via Banco do Povo e Desenvolve SP para empreendedores.

Os critérios e a metodologia do plano estão disponíveis e podem ser consultados no site.”