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Brasil

Abin diz que não pode acompanhar viagens de Lula por falta de verba

Desde março de 2024, a Abin deixou de realizar a segurança presidencial durante viagens nacionais e internacionais

05/12/2024 13:07
Antonio Cruz/Agência Brasil
Imagem colorida de Abin - Metrópoles

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) deixou de acompanhar as viagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desde março deste ano. De acordo com o órgão, isso ocorreu devido à falta de orçamento para tal fim.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que a decisão de não ter acompanhamento da Abin em viagens presidenciais segue a linha de entendimento do presidente Lula sobre a função do órgão.

“O presidente Lula deu uma determinação muito clara para que a Abin não estivesse a serviço da figura do presidente, mas sim a serviço do Estado brasileiro, do povo brasileiro. Nós queremos uma agência capaz de integrar, com segurança, as diversas fontes de inteligência e de informações”, disse o ministro.

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A Abin tinha uma equipe específica que acompanhava as viagens nacionais e internacionais do presidente da República, a qual atuava com baixo investimento na agência. No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi criado um setor de Inteligência de Proteção, sob gestão do Departamento de Operações de Inteligência.

No governo do presidente Lula, a equipe foi formalizada por decreto, sendo mantida sob a responsabilidade do Departamento de Operações de Inteligência.

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A função do setor é “planejar, coordenar, executar e supervisionar ações de inteligência de proteção relacionadas a eventos e a viagens nacionais e internacionais do presidente da República, observadas as competências dos demais órgãos”.