A devastação em imagens: famílias baianas vivem drama após temporais

Em Itabuna, espaços públicos, como viadutos, passaram a funcionar como moradia improvisada. Famílias cobram apoio do governo

atualizado

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João Paulo Guimarães/Especial Metrópoles
Enchente em Itabuna
1 de 1 Enchente em Itabuna - Foto: João Paulo Guimarães/Especial Metrópoles

Itabuna (BA) e Brasília – Sobrou um rastro de destruição após os temporais que atingiram o sul da Bahia na virada do ano. Apesar da diminuição das pancadas de chuva, os estragos afetam a vida de um sem-número de famílias. Muitas ainda não sabem como reconstruir a vida.

Em Itabuna, cidade distante 435 quilômetros de Salvador e uma das mais afetadas pelas chuvas, os próprios habitantes trabalham na reconstrução do município. Lá, a cheia do Rio Cachoeira, o maior da região e que corta toda o município, chegou a sete metros. Cinco das seis comportas da barragem do aquífero foram abertas.

Casas não resistiram à força da água. Ruas ficaram submersas. Histórias de vida se perderam. É o que aconteceu com a dona de casa Poliana Cardoso, de 26 anos.

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Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna
Local onde era uma igreja em bairro de Itabuna
Famílias inteiras construíram barracos para ficar enquanto não se resolve a situação da moradia
Morador de Itabuna em suas casas tenta reconstruir e salvar aquilo que a água não levou o destruiu
Local onde moradores de Itabuna foram depois das enchentes
Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna, na Bahia
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Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna, na Bahia

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Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna
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Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna

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Local onde era uma igreja em bairro de Itabuna
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Local onde era uma igreja em bairro de Itabuna

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Famílias inteiras construíram barracos para ficar enquanto não se resolve a situação da moradia
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Famílias inteiras construíram barracos para ficar enquanto não se resolve a situação da moradia

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Morador de Itabuna em suas casas tenta reconstruir e salvar aquilo que a água não levou o destruiu
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Morador de Itabuna em suas casas tenta reconstruir e salvar aquilo que a água não levou o destruiu

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Local onde moradores de Itabuna foram depois das enchentes
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Local onde moradores de Itabuna foram depois das enchentes

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Centro de Atenção Integral à Criança Jorge Amado, onde algumas pessoas estão instaladas
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Centro de Atenção Integral à Criança Jorge Amado, onde algumas pessoas estão instaladas

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Pessoas doam cestas básicas para comunidade de Bananeira, em Itabuna
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Pessoas doam cestas básicas para comunidade de Bananeira, em Itabuna

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Grávida de cinco meses, ela é mãe de dois filhos e agora vive com o marido em um barracão improvisado. Depende da solidariedade, e a subsistência é garantida por meio da doação de roupas, de comida e de água.

“Perdemos tudo. Agora, moramos aqui porque, se não fosse aqui, seria debaixo do viaduto com as outras famílias que foram para lá. Aqui, nossos vizinhos moram com a gente e a gente se ajuda”, conta.

O local a que Poliana se refere é o viaduto Governador Paulo Souto. A estrutura passou a funcionar como abrigo improvisado após os temporais.

Ali, famílias inteiras tentam sobreviver à catástrofe. Ao menos 10 grupos, incluindo crianças e idosos, tentam recompor a rotina com o que sobrou. Quase nada. Alguns móveis e colchões foram resgatados após a passagem da água.

Viaduto virou casa

Patrícia Nascimento, de 26 anos, e os filhos de 8, 7 e 2, estão no local. Ela conta que fugiu andando da violência da água. Assistiu à vida mudar de rota repentinamente pelo querer da natureza.

“Estamos aqui debaixo do viaduto faz uns 10 dias já. A gente limpa aqui como se fosse a nossa casa”, conta, resignada.

O viaduto não é o único local que passou a ser moradia improvisada. No campo de pouso do aeroporto desativado de Itabuna, algumas famílias ergueram barracos improvisados com lonas e tecidos, como lençóis e colchas de cama.

A Prefeitura de Itabuna iniciou os trabalhos de limpeza das ruas. Essa foi a maior enchente na região desde 1967. O cheiro é insuportável em todo o trajeto por onde a água passou.

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Rio Cachoeira
A família de Poliana e várias outras estão morando debaixo do viaduto Governador Paulo Souto
Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna
Casas destruídas em Itabuna
Rua de Palha no Bairro de Ferradas, em Itabuna (BA)
Moradores tenta resgatar móveis e reconstruir suas vidas
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Moradores tenta resgatar móveis e reconstruir suas vidas

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Rio Cachoeira
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Rio Cachoeira

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A família de Poliana e várias outras estão morando debaixo do viaduto Governador Paulo Souto
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A família de Poliana e várias outras estão morando debaixo do viaduto Governador Paulo Souto

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Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna
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Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna

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Casas destruídas em Itabuna
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Casas destruídas em Itabuna

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Rua de Palha no Bairro de Ferradas, em Itabuna (BA)
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Rua de Palha no Bairro de Ferradas, em Itabuna (BA)

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Ruas da cidade de Itabuna são tomadas por entulho depois da enchente
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Ruas da cidade de Itabuna são tomadas por entulho depois da enchente

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Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna, na Bahia
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Imagens do pós enchente e inundações na cidade de Itabuna, na Bahia

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A tragédia

As chuvas fortes atingiram o sul da Bahia em meados de dezembro. As pancadas se avolumaram ao longo do mês e deixaram marcas indeléveis na região. Ao todo, 25 pessoas morreram.

Segundo balanço do governo baiano, 32,7 mil pessoas ainda estão desabrigadas e outras 57,5 mil, desalojadas. O estado nordestino teve 165 municípios afetados pelas chuvas e 153 deles declararam situação de emergência.

O governo federal destinou R$ 200 milhões para a reconstrução das cidades atingidas, além do socorro das famílias prejudicadas. Campanhas organizadas pela sociedade civil arrecadaram donativos. Ainda é cedo dizer quando e quanto custará recompor a realidade da população penalizada pela água.

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