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Brasil

Até pênis de boi: 17 toneladas de carne imprópria são recolhidas no ES

Polícia Civil do Espírito Santo encontrou em empresa 17 toneladas de restos de carne que abastecia o mercado clandestino

Repórter de Brasil22/05/2024 13:59, atualizado 22/05/2024 15:27
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Divulgação/ Polícia Civil
Polícia Civil do Espírito Santo encontra restos de carne para consumo - Metrópoles

A polícia e outras autoridades do Espírito Santo realizaram uma operação contra o comércio de carnes armazenadas de forma irregular e imprópria para o consumo humano. O caso aconteceu em uma empresa, que não teve o nome divulgado, de Guarapari.

Foram encontradas 17 toneladas de restos animais.  As investigações apontam que o comércio atuava abastecendo o mercado clandestino.  

Alguns alimentos, como tendão, pulmão e até pênis bovino, estavam guardados irregularmente. 

A ação foi executada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), com a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e em conjunto com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA/ES). 

Polícia Civil do Espírito Santo encontra restos de carne para consumo - Metrópoles
Polícia Civil do Espírito Santo encontra restos de carne para consumo

Eduardo Passamani, titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, contou sobre o destino das carnes.

“O material deveria ser retirado do açougue, supermercado ou  frigorífico e encaminhado diretamente para a uma empresa que faz farinha para ração animal, não pode ser vendido para consumo humano. Agora, vamos tentar identificar mais uma vez para onde estava indo. A suspeita é que frigoríficos estavam usando para fazer embutidos”, relata.

Caso antigo em empresa de carne

Conforme investigação, a mesma empresa já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão em 2022. Autoridades encontraram 50 toneladas de restos de carne.

“Na época, nós identificamos uma empresa em que era recolhido restos de animais, misturavam com outros produtos e revendiam de forma clandestina”, explica.

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