Vírus carregado para dentro da ONU é mais uma coisa só nossa

Plano engenhoso irá para os anais da história do terrorismo mundial

atualizado 27/09/2021 5:10

Presidente Jair Bolsonaro durante a abertura da 74ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2019 Alan Santos/PR

Um terrorista com grande imaginação não faria melhor. Que grande ideia, invadir a sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, pela porta da frente, cercado de atenções e com direito às louvaminhas reservadas a chefes de Estado.

E, uma vez por lá, depois de defender o tratamento precoce com drogas ineficazes contra a doença e de lamentar que outros países não o tenham adotado, soltar o vírus letal. Enquanto seu discurso provocava espanto e indignação, o mal se espalhava em silêncio.

Como todos, no plenário da Assembleia Geral da ONU, usavam máscara e haviam sido vacinados, não há notícia até aqui de contaminados. De resto, Deus é grande e zela pelos que se acautelam e respeitam as boas regras de convivência social.

O Brasil de Jair Messias Bolsonaro, vulgo O Mito, mostrou que os tanques da Marinha que soltaram fumaça na Praça dos Três Poderes, em Brasília, durante o enterro no Congresso do voto impresso, eram apenas uma manobra diversionista.

Assim também como o golpe do dia 7 de setembro, mero recurso de contrainformação. O golpe, mesmo, foi contra as Nações Unidas, de repente ameaçada pela Covid-19 de bolso, método Made in Brazil de guerra moderna que já está sendo estudado.

Destaque-se o primor de execução: o vírus estava na lapela do ministro da Saúde, aquele que deu o dedo para manifestantes, e não na lapela de qualquer outro membro da gigantesca comitiva do ilustre visitante, um apreciador de pizza comida em calçada.

Coisa de gênio!