Professores protestam em Taguatinga e marcham rumo à residência oficial do governador

Mais de 350 docentes participam da manifestação, que é acompanhada por 25 policiais e oito viaturas. A via marginal da EPTG ficou fechada, mas foi liberada ao meio-dia

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Rafaela Felicciano/Metrópoles
1 de 1 Rafaela Felicciano/Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Professores da rede pública do DF fazem na manhã desta quinta-feira (29/10), mais um ato de protesto a favor da greve da categoria. A manifestação ganhou força depois que policiais usaram bombas de efeito moral e disparam tiros de bala de borracha contra grevistas na quarta (28). O protesto começou por volta das 10h no centro de Taguatinga e, depois, os docentes desceram a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) rumo à Residência Oficial do governador em Águas Claras.

Por volta das 11h, o grupo chegou ao local. Seguranças informaram que Rodrigo Rollemberg (PSB) não está no local. O grupo é acompanhando por 25 policiais militares e oito viaturas. A marginal da EPTG, no sentido Plano Piloto, ficou interditada no trecho ocupado pelos grevistas. Os professores cobram o pagamento do reajuste salarial.

O grupo gritou palavras de ordem como “atenção, governador, não se bate em professor” e “Rollemberg caloteiro, cadê o nosso dinheiro?”.

 

Cerca de 350 professores participam da manifestação. O grupo recebeu reforço dos rodoviários, que ontem também aderiram ao ato de protesto na Rodoviária do Plano Piloto e dois deles acabaram presos. Ao meio-dia, o protesto foi encerrado e a via marginal liberada. Os professores atravessaram a EPTG no sentido Taguatinga para pegar os ônibus fretados, mas a via não chegou a ser fechada.

Denúncia
O sindicato da categoria vai entrar com denúncia na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa e também vai se reunir com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para pedir providências.

Segundo Rosilene Correa, diretora do Sinpro, a ação da polícia foi abuso de poder, “já que estávamos nos preparando para ir embora. Nada justifica aquela truculência.”

Rafael dos Santos, professor de Ceilândia, disse estar indignado com a forma como os colegas foram tratados: “Foi um absurdo, logo neste momento que a categoria está massacrada pelo governo, eles usam da violência. Professor no chão, algemado é inaceitável.”

Nota oficial da PM
Em relação aos fatos ocorridos na quarta (28) durante as manifestações, a Polícia Militar do Distrito Federal emitiu uma nota na manhã desta quinta informando “que foi chamada para desobstruir as saídas norte e sul do Eixão, uma das principais vias de entrada e saída do DF e que dá acesso aos principais hospitais da cidade.”

Diz, ainda, que “sobre os confrontos, esclarecemos que foram feitas diversas tentativas de negociação. Sem acordo, foi necessário o uso progressivo da força para garantir a liberação da via. Esclarecemos ainda que, não houve excessos por parte desta instituição e nossos policiais agiram de acordo com o que manda a legislação vigente, respeitamos os direitos humanos e a ação tinha como objetivo apenas garantir a vontade da maioria da população, o direito constitucional de ir e vir. A PMDF ressalta que o direito de manifestação é legítimo e que respeita essa legitimidade.”

 

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?