Escolas amanhecem fechadas em protesto à ação da polícia contra professores

Docentes que não haviam aderido à paralisação da categoria por reajuste decidem cruzar os braços e criticam “violência extrema” contra colegas

atualizado

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1 de 1 cf33237d-3734-48a1-9fb3-77257ebe80f3 - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em protesto à ação truculenta da Polícia Militar contra os professores, muitas escolas da rede pública de ensino decidiram fechar as portas nesta quinta-feira (29/10). Docentes que não aderiram ao movimento grevista cruzaram os braços em solidariedade aos colegas agredidos e presos na quarta (29). A categoria tem manifestação agenda para a manhã de hoje no centro de Taguatinga.

Na 413 Sul, por exemplo, os servidores compareceram vestidos de preto, mas não abriram a escola. “Desde ontem á noite fizemos um esforço para visar os pais para não trazerem os filhos. Estamos protestando contra a violência extrema usada pela polícia contra os professores”, justificou Filandia Braga, vice-diretora da escola.

Os pais não gostaram nada da decisão. Elenice Pereira da Silva, 51, avó de um aluno de oito anos, disse que teria que levar o neto para o trabalho, já que não tinha com quem deixá-lo: “A quem vamos recorrer? Os professores param e a gente fica mão, né?” Regina Santos, 35 anos, mãe de uma aluna de nove anos, também vai levar a criança para o serviço. “Sempre sobra pra gente”, reclama.

reprodução/Facebook
Nas redes sociais, professores informam que não haverá aula em protesto*Reprodução/Facebook**

Outras escolas
O Centro de Ensino Médio 01, no Paranoá, e a Escola Classe 5, no Guará, também fecharam as portas. Há registros de escolas fechadas  também no Guará, Paranoá, São Sebastião, Asa Norte, Asa Sul e Taguatinga, entre outras cidades do DF.

Na quarta, professores fizeram ato pelo pagamento do reajuste salarial que deveria ser pago em setembro na altura da 116 Sul, na 215 Norte, Ponte do Bragueto e na Rodoviária. Sete manifestantes foram levados para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). Alguns chegaram a ser algemados e outros alegam que foram feridos por balas de borracha.

Ilegal
A greve dos professores foi decretada ilegal pela Justiça. O sindicato da categoria acumula uma multa de R$ 2,3 milhões por descumprimento da decisão judicial.

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