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As ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) voltaram a ficar sem combustível. O problema ocorreu na tarde de terça-feira (11/10) e só foi resolvido na tarde de quarta (12). A família do aposentado Antônio Paiva Filho alegou ao Bom Dia DF, da TV Globo, que a morte do idoso se deu por conta da falta do serviço.

Antônio estava internado no Hospital Regional de Planaltina desde 5 de setembro para tratar de uma doença no fígado. Ele esperou vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por pelo menos cinco dias. Nesse período, a família conseguiu que o aposentado fosse transferido para um hospital particular. Contudo, na noite dessa quarta, não havia ambulância para levá-lo. No desespero, os familiares chegaram a oferecer dinheiro para encher o tanque de combustível do veículo. Antônio acabou falecendo por volta das 23h.

O Samu informou que, no período em que ficou sem gasolina, as viaturas de Ceilândia e Sobradinho pararam. Contudo, foram substituídas pelos carros reservas e não houve prejuízo aos atendimentos. A Secretaria de Saúde, por sua vez, informou que o abastecimento das viaturas é realizado normalmente e que já empenhou, na última terça (11), R$ 1.155.000,00, valor suficiente para o abastecimento dos veículos da rede pública por um período de dois meses.

A pasta esclarece, ainda, que havia ambulância disponível para a remoção do paciente, no entanto, enquanto o veículo era preparado para a remoção, Antônio veio a óbito, pela gravidade do seu caso clínico. O transporte de pacientes é regulado e deve priorizar os casos mais urgentes.

Diariamente, o Samu recebe uma média de 3,5 mil chamados. O serviço conta com 37 ambulâncias, sendo sete de suporte avançado (com condutor, enfermeiro e médico) e 30 básicas (com condutor, enfermeiro e dois técnicos de enfermagem).

Problema recorrente
Em agosto, o Metrópoles mostrou o problema de oito veículos do Samu que ficaram sem rodar por falta de combustível. Segundo um dos funcionários, aquela não era a primeira vez.

“Só esse ano, foram três vezes que os veículos ficaram sem gasolina”, disse um deles. De acordo com esse mesmo funcionário, o GDF tem convênio com alguns postos de gasolina que normalmente abastecem os veículos. Entretanto, esses estabelecimentos não teriam recebido o pagamento na data combinada e, por isso, deixaram de abastecer as ambulâncias e motos.

 

 

 

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