Padre viraliza com sermão contra trabalhadores “vadios e preguiçosos”
Sermão de padre de Santa Catarina viralizou nas redes sociais em meio aos debates pelo fim da escala de trabalho 6×1
atualizado
Compartilhar notícia

O sermão de um padre de Santa Catarina viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira (25/5) após o sacerdote afirmar aos fiéis que estava “fazendo uma campanha” contra os trabalhadores “vadios e preguiçosos”.
Assista:
🚨 Em pleno debate sobre o fim da escala 6×1, padre Antônio Vander da Silva, de Santa Catarina, atacou trabalhador e chamou quem luta por descanso e dignidade de “vadio e preguiçoso”. No fim, quem carrega o país nas costas ainda vira alvo de sermão de padre bolsonarista. 🤡🔥 pic.twitter.com/fii5FY5MzT
— coringapolitico (@coringapolitico) May 25, 2026
“Tem trabalho sobrando, tem vaga de emprego sobrando. Tem gente reclamando que ‘tá difícil’, que ‘não tá fácil’, que ‘o dinheiro tá curto’. Mas é muita gente vadia e preguiçosa que não quer trabalhar. É muito mimimi. ‘Ai não gostei porque preciso trabalhar até sábado 12h’. Vamos rezar para ver se essa gente se endireita um pouco”, afirmou o padre, em um sermão realizado nesse último domingo (24/5).
A postura do sacerdote da Igreja Católica foi criticada por internautas nas redes sociais. Entre as críticas, internautas apontam que essa teria sido uma tentativa de trazer um assunto no auge do debate político – o fim da escala 6x 1 – para um momento de celebração espiritual.
“Os padres deveriam voltar a falar sobre Jesus”, comentou um. “Imagina você sair de casa para ouvir a palavra de Deus e ouvir um padre dizer isso. Esse Deus eu não conheço”, escreveu outra.
PEC 6×1
Conhecida como a PEC 6×1, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 42 horas em 2026 e 40 horas em 2027, sem corte de salários.
Um relatório ainda precisa ser aprovado na comissão especial antes de seguir para análise no plenário da Câmara dos Deputados. Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de ao menos 308 deputados, o equivalente a dois terços dos parlamentares, em dois turnos de votação.
A comissão voltará a discutir o texto na quarta-feira (27/5). Se aprovado, o parecer poderá ser levado ao plenário na quinta-feira (28/5), conforme previsão do presidente da Câmara, Hugo Motta.













