Morte do cão Orelha: caso pode ser arquivado? Entenda revolta da web

Promotor responsável pelo caso pede por novas investigações e gera medo de possível falta de evidências

atualizado

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Redes sociais/Reprodução
CÃO ORELHA foi vítima de maus-tratos
1 de 1 CÃO ORELHA foi vítima de maus-tratos - Foto: Redes sociais/Reprodução

Internautas estão usando as redes sociais nesta sexta-feira (10/4) para compartilhar publicações de revolta com o possível arquivamento do caso da morte do cão Orelha, vítima de mau-tratos em Florianópolis (SC).

A mobilização ocorre como reação a uma determinação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que solicitou, no dia anterior, quinta-feira (9/4), que novas investigações sejam realizadas pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC).

Este é o segundo pedido de diligências feito pelo Ministério Público do estado. O primeiro foi realizado no último dia 12 de fevereiro. Nove dias depois, a polícia encaminhou 35 novas provas sobre o caso aos promotores.

O Ministério Público, porém, entendeu que o material apresentado apresenta lacunas e solicitou que as autoridades trouxessem mais clareza aos fatos investigados.

“A medida tem como objetivo concluir o posicionamento jurídico adequado ao caso”, diz o órgão. “O vasto conjunto de provas vem sendo analisado por um grupo técnico e busca assegurar que nenhuma informação relevante deixe de ser considerada na tomada de decisão“, explica em comunicado à imprensa.

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Imagem adolescente apontado como responsável por agredir cão Orelha
Cão Orelha recebeu homenagem nas redes sociais
Pretinha, parceira do Cão Orelha, estava internada e não resistiu
Pretinha, companheira de cão Orelha, morre após dias de internação
Os suspeitos pela morte do cão Orelha estão sujeitos às sanções do ECA
Imagens mostram adolescentes com cão Caramelo na orla do mar
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Imagens mostram adolescentes com cão Caramelo na orla do mar

Material cedido ao Metrópoles
Imagem adolescente apontado como responsável por agredir cão Orelha
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Imagem adolescente apontado como responsável por agredir cão Orelha

Reprodução/Material cedido ao Metrópoles
Cão Orelha recebeu homenagem nas redes sociais
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Cão Orelha recebeu homenagem nas redes sociais

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Pretinha, parceira do Cão Orelha, estava internada e não resistiu
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Pretinha, parceira do Cão Orelha, estava internada e não resistiu

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Pretinha, companheira de cão Orelha, morre após dias de internação
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Pretinha, companheira de cão Orelha, morre após dias de internação

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Os suspeitos pela morte do cão Orelha estão sujeitos às sanções do ECA
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Os suspeitos pela morte do cão Orelha estão sujeitos às sanções do ECA

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Pretinha era parceira do Cão Orelha
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Pretinha era parceira do Cão Orelha

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Manifestantes participam da “Cãominhada da Justiça”, no Sudoeste, que pede justiça pelo cão Orelha e o fim dos maus-tratos aos animais.
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Manifestantes participam da “Cãominhada da Justiça”, no Sudoeste, que pede justiça pelo cão Orelha e o fim dos maus-tratos aos animais.

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Na visão dos internautas, a decisão, mais de dois meses depois da conclusão do inquérito, poderia ser um indício de que a possível falta de provas possa levar o caso a ser arquivado.

“Esperaram a poeira abaixar para arquivar”, reclamou uma revolta com o tempo de resposta do órgão. “Quanto mais ‘claro’ é o caso, menos provas ele tem”, criticou outro.


Em conversa com o Metrópoles, o advogado criminalista Oberdan Costa afirma que é estatisticamente raro que a promotoria faça um segundo pedido por novas provas. Ele ressalta, porém, que é precipitado dizer que o Ministério Público estaria postergando o caso.

Afinal, estes procedimentos preveem maior garantia jurídica ao processo, considerada imprecindível à administração pública – em especial em casos de grande notoriedade.

Entenda a Linha do Tempo do caso Cão Orelha

  • Em janeiro, o cão Orelha foi encontrado à beira da morte sob um carro na Praia Brava, em Florianópolis (SC), e internado em uma clínica veterinária, mas não resistiu. O caso comoveu internautas e moradores da região.
  • Depois de três semanas de investigações, acompanhadas pela mídia e pelas redes sociais, a Polícia Civil (PCSC) concluiu que um dos quatro adolescentes que estavam na praia no momento da agressão foi responsável pelos ferimentos que levaram à morte do animal.
  • Em meio a denúncias e protestos contra as autoridades, o caso ganha repercussão nacional que levou a atos públicos no dia 1º de fevereiro em pelo menos cinco capitais.
  • O indiciamento foi concluído no dia 4 de fevereiro.
  • Oito dias depois, o Ministério Público (MPSC) solicitou que novas diligências policiais fossem realizadas e que o animal fosse exumado para novas perícias.

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