MP denuncia por feminicídio mulher que matou namorada queimada

Segundo o entendimento da promotoria, o crime ocorreu por razões da condição do sexo feminino em contexto de violência doméstica

Divulgação/CBMDFDivulgação/CBMDF

atualizado 10/10/2019 21:14

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou, na terça-feira (08/10/2019), Wanessa Pereira de Souza, 34 anos, pelo assassinato da companheira, Tatiana Luz da Costa Faria, 35, em uma casa no condomínio Total Ville, em Santa Maria. Segundo o entendimento da promotoria, o crime ocorreu por razões da condição do sexo feminino em contexto de violência doméstica, por isso incluiu a qualificadora de feminicídio.

A denúncia ainda traz como agravantes a crueldade pelo emprego de chamas e a torpeza. Isso porque, de acordo com as investigações, Wanessa jogou álcool na vítima e ateou fogo após uma discussão. Tatiana teve 90% do corpo atingido e chegou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com queimaduras de terceiro grau e perda bilateral da visão. Ela não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no dia 30 de setembro.

A principal prova colhida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) foi a conversa de WhatsApp entre as duas, na qual várias ameaças de morte foram feitas contra Tatiana.

Neste 2019, o Metrópoles iniciou um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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