Metrópoles debate violência contra mulher na Câmara dos Deputados

Papel da imprensa no enfrentamento será tema de audiência pública nesta terça-feira (01/10/2019), a partir das 14h30

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 30/09/2019 18:36

O Metrópoles participa, nesta terça-feira (01/10/2019), de audiência pública da Comissão Externa de Combate à Violência Contra a Mulher e Feminicídio da Câmara dos Deputados. Durante o debate, será discutido o papel da imprensa nesse enfrentamento e como os veículos de comunicação têm acompanhado os casos.

O evento começa às 14h30 no Plenário 8 do anexo II da Câmara dos Deputados. Participam do debate a diretora-executiva do MetrópolesLilian Tahan; a repórter Renata Varandas, do Jornal da Record; a coordenadora de reportagem da editoria de Cidades do Correio Braziliense, Adriana Bernardes; e a jornalista Luciana Araújo, da Agência Patrícia Galvão.

Coordenadora da comissão e autora do requerimento, a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) afirma que “a atuação da imprensa é fundamental”. De acordo com a parlamentar, muitos veículos têm produzido matérias especiais, dedicando espaço exclusivo para o tema, mas é preciso ampliar o debate junto a especialistas, ao poder público e à comunidade.

“Informação é fundamental para que todos reconheçam essas situações de violência, saibam como denunciar agressores e também criem uma rede de apoio para as vítimas”, destaca.

 

Neste 2019, o Metrópoles iniciou projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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