Mãe e filha foram encontradas mortas na manhã desta terça-feira (12/2) dentro de uma casa no Jardim Medeiros em São Carlos, no interior de São Paulo. As vítimas Mariza Barreto Borges, de 40 anos, e Larissa Borges, de 18, estariam no local já sem vida há uma semana. O principal suspeito, Renato Natura do Carmo, de 37 anos, foi preso após ser denunciado por sua própria mãe.

Ele era marido de Mariza, com quem tem uma filha de 7 anos, e morava com as vítimas na residência. Depois do crime ele teria levado a filha para casa da avó, com o argumento de que estava brigado com a companheira.

Na manhã desta terça, a avó resolveu ir com o filho buscar roupas para a criança na casa onde ele vivia. Chegando ao local, ao ver que seria descoberto, o acusado contou o que havia ocorrido. Em seguida alegou ter esquecido a chave e fugiu, sendo localizado depois em outra região da cidade.

Os corpos já se encontravam em estado de decomposição e a causa da morte deve ser detalhada por exames. A mãe foi achada no quarto. A filha, no banheiro. No momento, a principal hipótese é de que as duas teriam sido assassinadas a facadas.

Ciúme pode ter sido motivação do crime
Aos familiares o suspeito contou ter brigado com a mulher ao desconfiar de uma traição, ocasião em que a filha dela tentou intervir e também foi atingida. Ele foi levado à delegacia para prestar depoimento e deve ser indiciado por duplo homicídio, na modalidade de feminicídio.

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país. Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.