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Turismo

Viagens inteligentes: como usar a IA para planejar seus próximos destinos

Especialista dá dicas de como utilizar a ferramenta para otimizar tempo e organizar informações em poucos segundos

30/09/2026 06:00
Annie Spratt/Unsplash
Viagens inteligentes: como usar a IA para planejar seus próximos destinos

Planejar uma viagem pode ser tão empolgante quanto o próprio destino, mas também envolve uma série de decisões: escolher o melhor período, encontrar passagens e hospedagens, montar um roteiro e organizar os gastos. Nesse cenário, a inteligência artificial surge como uma aliada para tornar esse processo mais rápido, personalizado e prático.

Com ferramentas de IA, o viajante pode encontrar sugestões de destinos, criar roteiros de acordo com os interesses, descobrir atrações e até organizar informações da viagem em poucos minutos. Mas, afinal, como aproveitar essa tecnologia para planejar as próximas férias de forma mais inteligente?

Alessandro Silveira, Chief Transformation and Customer Experience Officer (CTCXO) da Biosfera Copastur, agência 360 com mais de 50 anos de bagagem em gestão de viagens corporativas e lazer, explica que a principal mudança é que a tecnologia vai além de apresentar opções e passa a participar da decisão.

Em vez de abrir diferentes sites para pesquisar destino, passagem, hospedagem e atrações, o viajante pode explicar o que procura e receber uma combinação de alternativas.

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“A IA reduz o trabalho operacional da pesquisa e torna o planejamento mais rápido e personalizado. Estamos caminhando para uma experiência em que a pessoa não precise mais saber exatamente onde clicar ou qual ferramenta consultar. Ela simplesmente diz o que precisa e a tecnologia organiza as possibilidades”.

Alessandro Silveira, Chief Transformation and Customer Experience Officer (CTCXO) da Biosfera Copastur

Otimização do tempo

Na avaliação de Silveira, a tecnologia pode assumir parte do trabalho de organização para que o viajante tenha mais tempo para aproveitar a experiência.

Ela pode cruzar distância, horários, disponibilidade e tempo de deslocamento para ajudar a estruturar um roteiro mais eficiente. E, quando surge um imprevisto, o ganho está em reunir rapidamente as informações necessárias para que uma nova decisão seja tomada com segurança.

“Em vez de usar uma ferramenta para pesquisar, outra para comparar e outra para reservar, a tendência é que essas etapas estejam cada vez mais conectadas em uma mesma experiência”, assegura.

Contudo, ele alerta que é necessário ter cuidados com recomendações feitas pela inteligência artificial e o principal deles é não confundir velocidade com precisão.

A IA consegue processar uma quantidade enorme de informações rapidamente, mas a resposta precisa ser avaliada dentro do contexto da viagem. Documentação, segurança, regras de entrada em países, condições de reservas e políticas de fornecedores são exemplos de informações que devem ser confirmadas.

A tecnologia deve ampliar a capacidade de decisão do viajante, mas não elimina a responsabilidade sobre a decisão e o atendimento de uma equipe especializada e humanizada.

Na avaliação dele, o futuro está na combinação entre tecnologia e humanização. A IA é muito eficiente para processar informações, identificar padrões e executar tarefas repetitivas. Mas, situações complexas e questões que exigem interpretação e cuidado continuam dependendo de pessoas.

No turismo, isso é fundamental. Uma viagem pode sair completamente do planejado e é nesse momento que a capacidade de entender o contexto, tomar uma decisão e resolver o problema faz diferença.