Sampa Sky: mirante de vidro em SP vira atração concorrida e com fila
O novo point da capital paulista é a prova de que o brasileiro estava morrendo de saudade de uma fila São Paulo
atualizado
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São Paulo – Aberto ao público há 10 dias, o Sampa Sky se tornou um dos símbolos da retomada das atividades turísticas na capital paulista. No momento em que a vacinação avança e as mortes por Covid estão em queda, os brasileiros formam filas para ter a sensação de “flutuar” sobre a cidade a uma altura de 150 metros.
Os tickets estão esgotados até outubro. Se você quiser ir aos fins de semana, a espera é ainda mais longa: dezembro. O ingresso em mãos não te deixa livre das filas. Nas redes sociais, há relatos de espera de até seis horas para ficar dois minutos no mirante.
As queixas, porém, fizeram com que a administração do local fizesse algumas alterações para tornar a espera um pouco mais confortável. Desde terça-feira (17/8), o visitante tem acesso a um QR Code, que permite que ele, em vez de ficar numa fila, possa esperar enquanto visita as janelas panorâmicas. Também é possível aguardar no café do local.
Quando chegar a vez de entrar no mirante, o visitante recebe um aviso no celular e também nos monitores espalhados pelo local. Quem já comprou ingresso e quiser esperar o local esvaziar um pouco para ir ao mirante, pode trocar o ingresso mantendo o valor de compra.
Até 7 de outubro, o passeio custa R$ 30 e crianças de até 8 anos não pagam.
Altura
O novo point da capital fica no 42º andar do prédio mais alto de São Paulo, aos pés do Viaduto da Santa Ifigênia. O Sampa Sky consiste em duas estruturas de vidro retráteis, que saem pela fachada e formam uma varanda transparente acima da avenida Prestes Maia. Aos pés da construção, estão as ruas, prédios e casas do centro da cidade.
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Para quem tem medo de altura, segredo é olhar sempre para frente e se distrair. A atração, inspirada no Sky Deck de Chicago, nos Estados Unidos, tem o diferencial de permitir a vista do mapa de pontos turísticos da metrópole: do Farol Santander, passando pela silhueta dos edifícios da Avenida Paulista, até a Prefeitura e a Praça das Artes. Mais adiante, dá para vislumbrar até as cidades do ABC.
O espaço de vidro conta com uma película de proteção, garantindo que o mirante não ofereça risco aos visitantes. Em entrevista ao Metrópoles publicada no início do mês, um dos sócios do empreendimento, Alessandro Martineli, explicou que o projeto demorou mais de dois anos para sair do papel porque houve grande dedicação de tempo para garantir a estabilidade e segurança dos decks, “em um projeto de estrutura inédita no Brasil”.








