Egito volta a ser um destino de viagem procurado pelos brasileiros
O país sofreu uma queda em 80% de visitantes desde 2011, momento em que ocorreu a Primavera Árabe e a queda do presidente Hosni Mubarak
atualizado
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Os passeios no Egito não se resumem às Pirâmides de Gizé. Conhecer o país é passear por lugares clássicos, fazer um cruzeiro pelo rio Nilo, passar uns dias no resort à beira do mar Vermelho e fazer visitas às fábricas de perfumes, papiros e tapetes.
Mas o país, que já foi um dos maiores pontos turísticos, passou por sua pior crise política na história recente. De acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, sofreu uma queda em 80% de visitantes desde 2011, momento em que ocorreu a Primavera Árabe e a queda do presidente Hosni Mubarak. A renda com o setor, que chegava a 142 bilhões de euros, não passou de 30 bilhões no ano passado.O Egito já se estabilizou politicamente, porém a presença de militantes do Estado Islâmico aflige moradores e turistas do país. Na última quinta-feira (25/5), um ataque promovido pelo grupo matou 28 pessoas em uma igreja copta no Cairo. Apesar disso, o governo afirma que os locais turísticos estão seguros, pois são resguardados por um número expressivo de guardas das Forças Armadas.
Dessa forma, algumas agências ainda levam turistas para lá. Layla Zahra, por exemplo, proprietária do Zahra Studio de Dança do Ventre (506 Sul), em Brasília, realiza cerca de três passeios por ano com destino ao país. As viagens, que antes se dirigiam a suas alunas do estúdio de dança, estão abertas ao público geral e vêm chamando atenção dos brasilienses. “As pessoas se surpreendem ao perceber que há muitas formas diferentes de conhecer o país”, diz a responsável pelo passeio.
A próxima saída está marcada para ocorrer entre os idas 13 e 24 de julho. O atentado não assustou a responsável pelo pacote. “É muito mais fácil sofrer um assalto numa praia do Rio de Janeiro do que um ataque no Egito. Eu entendo que as pessoas se assustem, mas o país é mais seguro que o Brasil”. A excursão incluirá uma visita à famosa Biblioteca de Alexandria, compras no mercado antigo Khan El Khalili e participação em show de Dervishes e dança do ventre.
A organização de tours ao país africano começou após a primeira visita de Layla à região. “Me apaixonei tanto pelo país que achei necessário arranjar uma forma de levar os brasilienses para lá também”. Nenhuma de suas saídas teve problemas causados por terroristas ou de outra ordem.
Ela fechou parceria com uma operadora de turismo e um guia que fala português e acompanha toda a viagem. Os tours duram 12 dias e podem incluir ou não a passagem aérea. Os valores devem ser conversados pessoalmente com a Layla Zahra (3242-2807).
Há também outras empresas que realizam o passeio no país africano. A CVC, operadora de turismo mais conhecida do país, realiza tours de oito dias, com passeios em Cairo e cruzeiro pelo Nilo, a partir de R$ 4.212,04 (sem as passagens aéreas). O Submarino Viagens, que opera somente on-line, também realiza esse trajeto incluindo o resort em Sharm El-Sheik ao longo de 10 dias por R$ 5.824,10 (sem as passagens aéreas).
Segundo o Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores, não há alertas para o país. Mas cidadãos brasileiros devem viajar ao Egito com alto grau de cautela. “Ainda que os níveis de violência urbana sejam baixos, recomenda-se evitar viagens a algumas áreas do país, como o Norte do Sinai, bem como regiões no deserto ocidental próximas à fronteira líbia por razões de segurança”, destaca o Itamaraty.












