Descubra se vale a pena comprar passagens internacionais para 2021

Antes de adquirir o bilhete, o viajante deve analisar o cenário pandêmico no longo prazo, para evitar transtornos e prejuízos

atualizado

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Mulher indecisa sobre viagem
1 de 1 Mulher indecisa sobre viagem - Foto: Gustavo Fring/Pexels

Devido à pandemia do novo coronavírus, muitos planos e viagens não puderam sair do papel em 2020. A doença causou o fechamento de aeroportos e fronteiras, adiando as programações de milhões de turistas. Apesar disso, a vontade de fazer as malas e entrar em um avião segue presente em muitas pessoas. Esse anseio é impulsionado pela chegada de 2021, o vislumbre de um retorno à “antiga normalidade” e as ofertas atrativas de passagens e pacotes. No entanto, não significa que arriscar e comprar com antecedência para um cenário indeterminado é a melhor alternativa.

De acordo com professor do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília Luiz Spiller, fazer planos no cenário pandêmico requer pesquisa e acompanhamento diário do noticiário nacional e do destino. Segundo ele, não há como prever como a situação da saúde estará no dia de embarque, sobretudo em países que estão com as fronteiras fechadas para todas as nacionalidades, exceto residentes.

“Comprar passagens internacionais nesse momento é um risco que precisa ser calculado conforme a situação da saúde mundial. Pode ter resultado positivo, com tudo dando certo, ou não ter resultado nenhum, com a pessoa conseguindo remarcar, cancelar ou perdendo o investimento”, explica.

Para o especialista, a compra até pode ser vantajosa, desde que feita com base em pesquisas sólidas. Segundo Spiller, arriscar é um desperdício de dinheiro e esforço, tendo em vista que, além das passagens, é preciso fazer a marcação de hospedagem e passeios. Além disso, dependendo do destino, o viajante também pode se deparar com pontos turísticos e parques temáticos fechados, uma vez que não sabemos como estará o cenário pandêmico na data.

“Os valores atuais são atrativos porque houve um forte impacto no setor aéreo e de turismo nos últimos oito meses. É uma tentativa de recuperar o movimento. Não significa que, com a retomada da atividade, os preços vão aumentar. Possivelmente não haverá a alta exacerbada com a normalização, uma vez que está em curso um processo de preservação dos serviços para os usuários”, argumenta Spiller.
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Além dos cuidados dentro da aeronave, o cumprimento das medidas em solo internacional é de suma importância
Não há como prever como a situação da saúde estará no dia de embarque, sobretudo em países que não estão aceitando turistas
Viagens de carro são mais seguras do que de avião
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Viagens de carro são mais seguras do que de avião

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Além dos cuidados dentro da aeronave, o cumprimento das medidas em solo internacional é de suma importância
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Além dos cuidados dentro da aeronave, o cumprimento das medidas em solo internacional é de suma importância

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Não há como prever como a situação da saúde estará no dia de embarque, sobretudo em países que não estão aceitando turistas
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Não há como prever como a situação da saúde estará no dia de embarque, sobretudo em países que não estão aceitando turistas

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Retração

Dados da Organização Mundial do Turismo (OMT) mostram que, por conta da pandemia, as viagens internacionais em todo o globo registraram queda de 70% nos oito primeiros meses de 2020, em comparação ao mesmo período no ano passado. A perda de fluxo representa 700 milhões a menos de chegadas de turistas nos aeroportos de todo o mundo, causando a perda de US$ 730 bilhões ao setor.

No Brasil, o mercado internacional apresentou declínio na demanda de passageiros pagos transportados e na oferta de voos, em um total de 90,7% e 79,5%, respectivamente, em setembro. De janeiro até o fim do mês passado, foram transportados 5,9 milhões de passageiros no mercado internacional. Na comparação com igual período de 2019, houve retração de 68% no indicador. As informações são da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Precauções contra o contágio

Ao desembarcar em território internacional, o passageiro precisa estar a par das restrições, desde exames atestando negativo para a Covid-19 à quarentena obrigatória. Ademais, o professor salienta que é necessário pensar no que fazer caso, ao chegar no país, a curva do novo coronavírus escale ou haja alguma outra emergência de saúde pública.

Na lista de países da América que não permitem a entrada de passageiros brasileiros inclui-se Uruguai, Paraguai, Peru, Venezuela, Estados Unidos e Canadá. Os demais estão aceitando visitantes locais, desde que haja cumprimento de medidas específicas. O Metrópoles mostrou quais nações da Europa permitem ou não a ida de brasileiros aqui.

Além dos cuidados dentro da aeronave, o cumprimento das medidas em solo internacional é de suma importância. De acordo com o Spiller, espera-se que o turista tenha respeito com o destino e respeite o que lhe for imposto, evitando a propagação do vírus. “As nações esperam bom senso do turista numa situação complicada como essa para não expor o local, sobretudo em países com estabilização da curva”, esclarece.

Mudança de rota

Se o desejo é de fato viajar, não necessariamente para o exterior, porque não partir para destinos nacionais? Luiz Spiller explica que o turismo doméstico tem sido potencializado como alternativa crucial para a movimentação da economia do setor. “A ausência de restrições internas permite que as pessoas possam transitar pelos lugares livremente. É uma alternativa para quem procura lazer, mas deve ser realizada com cuidado para não expor o local a riscos desnecessários de contágio”, finaliza.

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