Subir escadas faz bem? Personal explica os benefícios do hábito
Exercício simples do dia a dia pode ajudar no emagrecimento, fortalecer músculos e melhorar a saúde do coração
atualizado
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Trocar o elevador pelas escadas pode parecer um gesto simples do dia a dia, mas essa pequena mudança pode trazer grandes benefícios para a saúde. Além de ajudar a combater o sedentarismo, subir escadas funciona como um exercício aeróbico acessível, capaz de melhorar o condicionamento físico, fortalecer os músculos e contribuir para o bem-estar geral.
Segundo o personal trainer Luiz Fernando Lukas, a prática pode ter impactos positivos tanto no curto quanto no longo prazo. “É uma atividade simples, mas extremamente eficaz para a saúde. Pequenas mudanças na rotina, como trocar o elevador pelas escadas, geram benefícios para a saúde cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca e melhorando a circulação sanguínea”, explica.

O profissional também destaca que o hábito pode ajudar na prevenção de doenças associadas ao sedentarismo. “Essa prática funciona como um exercício aeróbico e contribui para regular os níveis de açúcar no sangue, reduzindo o risco de diabetes tipo 2, além de ajudar na queima de calorias e no fortalecimento muscular, especialmente das pernas”, afirma.
Com o tempo, o corpo passa a responder melhor ao esforço. De acordo com Lukas, subir escadas pode contribuir tanto para o emagrecimento quanto para o ganho de condicionamento físico. “Dependendo do peso da pessoa e da intensidade da atividade, é possível gastar cerca de 11 calorias por minuto. Em 15 minutos de escada, por exemplo, podemos queimar até 165 calorias”, diz.
A regularidade é um fator importante para perceber os resultados. “Começar com cinco minutos por dia já ativa o metabolismo e o coração. A partir de 10 minutos, a melhora no condicionamento cardiovascular já começa a aparecer. Estudos mostram que subir de quatro a seis andares por dia já gera benefícios para a saúde do coração”, destaca o personal.
Apesar de ser uma atividade simples, alguns cuidados são necessários. Lukas recomenda começar de forma gradual e prestar atenção à postura. “O ideal é manter o corpo levemente inclinado para frente, apoiar bem o pé no degrau e evitar correr no início. Se necessário, o corrimão pode ajudar na estabilidade”, orienta.
O especialista também alerta que algumas pessoas devem adaptar a prática ou buscar orientação profissional antes de começar. “Quem tem problemas no joelho, lesões ligamentares, doenças cardíacas não controladas, obesidade severa ou risco de queda precisa ter acompanhamento. E, ao sentir qualquer desconforto, como dor no peito, tontura ou dor nas articulações, o exercício deve ser interrompido imediatamente”, conclui.














