Síndrome do Mamilo Triste: entenda o fenômeno que viralizou no TikTok
Caracterizada por uma onda de tristeza após ter os mamilos tocados, a síndrome tem gerado um grande debate entre usuárias do TikTok
atualizado
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Você já se pegou sentindo uma onda de tristeza, pavor ou até culpa após ter o mamilo tocado? A situação pode parecer inusitada, mas é mais comum do que se imagina e tem nome: Síndrome do Mamilo Triste.
Entenda sobre
O fenômeno começou a se popularizar no TikTok, e, desde então, mulheres têm compartilhado diversas experiências envolvendo o assunto. Em um dos vídeos publicados, a usuária @dumbcrapidiot acumulou 9,3 milhões de visualizações e mais de 14 mil comentários de internautas se identificando.

Em entrevista a um portal britânico, a médica Susanna Unsworth, especialista em saúde íntima, afirmou que muitas mulheres descreveram experiências quase idênticas sobre o tema.
“Uma mudança emocional repentina desencadeada pela estimulação dos mamilos, caracterizada por tristeza, ansiedade, culpa, saudade de casa ou uma sensação de pavor ou desgraça iminente”, comentou. “A resposta emocional pode ser intensa, mas geralmente é breve, diminuindo assim que a estimulação termina”, prosseguiu.
Outras influências
Embora não exista literatura médica sobre a Síndrome do Mamilo Triste, o registro mais próximo disso é uma condição chamada Reflexo Disfórico de Ejeção do Leite (D-MER). Trata-se de um fenômeno fisiológico em que a mulher sente emoções negativas repentinas, como tristeza, ansiedade ou irritação, segundos antes da “descida” do leite.

“Sabe-se que a estimulação dos mamilos e das mamas afeta os níveis de ocitocina, então, é biologicamente plausível que mecanismos semelhantes possam contribuir para essas respostas emocionais também em algumas pessoas que não estão amamentando”, explicou Unsworth
Por último, a especialista também citou fatores como níveis de estresse, experiências passadas e sensibilidade neurológica como influência. Para minimizar danos, a médica sugeriu identificar gatilhos, incluindo certas roupas, e adotar técnicas de relaxamento.
“Esta é uma área que destaca o quanto mais pesquisas são necessárias sobre as experiências hormonais e neurobiológicas das mulheres”, concluiu.