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Vida & Estilo

Síndrome do Mamilo Triste: entenda o fenômeno que viralizou no TikTok

Caracterizada por uma onda de tristeza após ter os mamilos tocados, a síndrome tem gerado um grande debate entre usuárias do TikTok

09/06/2026 20:52
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Foto colorida de mulher tocando o próprio mamilo

Você já se pegou sentindo uma onda de tristeza, pavor ou até culpa após ter o mamilo tocado? A situação pode parecer inusitada, mas é mais comum do que se imagina e tem nome: Síndrome do Mamilo Triste. 

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O fenômeno começou a se popularizar no TikTok, e, desde então, mulheres têm compartilhado diversas experiências envolvendo o assunto. Em um dos vídeos publicados, a usuária @dumbcrapidiot acumulou 9,3 milhões de visualizações e mais de 14 mil comentários de internautas se identificando.

Foto colorida de mulher com expressão de tristeza em fundo branco
Embora não exista literatura médica sobre a Síndrome do Mamilo Triste, o registro mais próximo disso é uma condição chamada Reflexo Disfórico de Ejeção do Leite (D-MER)

Em entrevista a um portal britânico, a médica Susanna Unsworth, especialista em saúde íntima, afirmou que muitas mulheres descreveram experiências quase idênticas sobre o tema.

“Uma mudança emocional repentina desencadeada pela estimulação dos mamilos, caracterizada por tristeza, ansiedade, culpa, saudade de casa ou uma sensação de pavor ou desgraça iminente”, comentou. “A resposta emocional pode ser intensa, mas geralmente é breve, diminuindo assim que a estimulação termina”, prosseguiu.

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Outras influências

Embora não exista literatura médica sobre a Síndrome do Mamilo Triste, o registro mais próximo disso é uma condição chamada Reflexo Disfórico de Ejeção do Leite (D-MER). Trata-se de um fenômeno fisiológico em que a mulher sente emoções negativas repentinas, como tristeza, ansiedade ou irritação, segundos antes da “descida” do leite.

Foto colorida de mulher amamentando bebê recém-nascido
Síndrome se assimila a condição chamada D-MER
“Sabe-se que a estimulação dos mamilos e das mamas afeta os níveis de ocitocina, então, é biologicamente plausível que mecanismos semelhantes possam contribuir para essas respostas emocionais também em algumas pessoas que não estão amamentando”, explicou Unsworth

Por último, a especialista também citou fatores como níveis de estresse, experiências passadas e sensibilidade neurológica como influência. Para minimizar danos, a médica sugeriu identificar gatilhos, incluindo certas roupas, e adotar técnicas de relaxamento.

“Esta é uma área que destaca o quanto mais pesquisas são necessárias sobre as experiências hormonais e neurobiológicas das mulheres”, concluiu.