Síndrome da pressa: conheça os sintomas, as causas e os tratamentos

Hiperconectividade, excesso de tarefas e ansiedade criam um ritmo impossível de sustentar. Especialista explica como frear a síndrome

atualizado

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foto colorida pessoas em um aeroporto correndo - síndrome da pressa
1 de 1 foto colorida pessoas em um aeroporto correndo - síndrome da pressa - Foto: d3sign via Getty Images

O mundo parece girar mais rápido e a cabeça acompanha o movimento. Entre prazos, notificações e metas inalcançáveis, há quem viva em estado de urgência constante, como se o tempo estivesse sempre acabando. É nesse cenário que surge a chamada síndrome da pressa, um comportamento que traduz o colapso silencioso da era da produtividade.

“A síndrome da pressa é um reflexo do nosso tempo”, explica Roosevelt Lewis, especialista em saúde mensal e diretor do The Roosevelt Center, clínica voltada à comunidade brasileira na região de New England (EUA).

“Vivemos em uma era marcada pela hiperconectividade, pela busca constante por produtividade e pela sensação que nunca há tempo suficiente para nada. Essa aceleração contínua faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta quase permanente, como se estivéssemos sempre correndo contra o relógio.”

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Principais causas da síndrome da pressa

A lógica da pressa, segundo Lewis, tem combustível de sobra: “Excesso de tarefas, cobrança por desempenho, uso excessivo de telas e dificuldade em se desconectar mentalmente estão entre as principais causas”.

Mas o corpo cobra o preço. “Os impactos da síndrome da pressa vão muito além do cansaço físico”, diz o especialista. “A sobrecarga mental constante afeta o sono, o humor, a memória e o foco, podendo levar a quadros de ansiedade, estresse crônico e até depressão. Além disso, há consequências fisiológicas: o corpo libera mais cortisol e adrenalina, o que pode provocar alterações cardiovasculares, gastrite, dores musculares e enfraquecimento do sistema imunológico. Em resumo, o corpo e a mente entram em modo de exaustão.”

Imagem mostra mulher escondida debaixo de edredom - Metrópoles
Apesar de não ser considerada uma doença, a síndrome pode levar a problemas físicos e mentais

Tratamento

O tratamento começa com algo simples, mas difícil para quem vive acelerado: reconhecer o ritmo. “Desacelerar não é sinal de fraqueza, e sim de autocuidado”, afirma Lewis. “Em muitos casos, é necessário acompanhamento psicológico ou psiquiátrico para reorganizar hábitos, reduzir níveis de ansiedade e retomar o equilíbrio emocional.”

Mulher sentada no sofá de olhos fechados praticando exercícios de respiração ou meditação - Metróples
A respiração é uma aliada no tratamento da síndrome

Técnicas de respiração, meditação, atividade física regular e controle do uso de dispositivos eletrônicos são aliados importantes. “Essas práticas ajudam a recondicionar o cérebro a um ritmo mais saudável”, explica. E o essencial, segundo ele, está em algo que parece óbvio, mas foi esquecido: “É preciso resgatar momentos de pausa, lazer e reconexão com o presente. Só assim conseguimos restaurar a saúde mental e emocional.”

 

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