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Vida & Estilo

Segurança na cirurgia plástica depende de 7 cuidados fundamentais

Cirurgião orienta sobre qualificação médica, estrutura hospitalar e expectativas realistas para aumentar a segurança do procedimento

18/06/2026 09:15
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Mulher com rosto marcado para cirurgia plástica - Metrópoles

Antes de realizar uma cirurgia plástica, mulheres devem avaliar criteriosamente a qualificação do médico, a estrutura do hospital, os riscos envolvidos e as expectativas em relação aos resultados. O alerta é do cirurgião plástico Alexandre Peruzzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que orienta pacientes a priorizarem a segurança e o planejamento antes da decisão pelo procedimento.

No Brasil, um dos líderes mundiais em cirurgias estéticas, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), a informação adequada é considerada fundamental para reduzir riscos e aumentar as chances de uma experiência positiva.

Entenda

  • Qualificação profissional: verificar a formação do médico e sua atuação na especialidade.
  • Estrutura hospitalar: optar por hospitais credenciados e preparados para atender intercorrências.
  • Gestão de riscos: conhecer possíveis complicações e limitações do procedimento.
  • Expectativas realistas: compreender que não existem resultados perfeitos ou garantidos.

Segundo o especialista, a atenção não deve estar concentrada apenas no resultado estético desejado. A escolha de um profissional habilitado, a realização da cirurgia em ambiente adequado e a compreensão das limitações de cada procedimento são fatores decisivos para o sucesso.

“A cirurgia plástica não deve ser encarada apenas como uma transformação estética. É um procedimento médico que exige avaliação criteriosa, estrutura adequada e uma relação de confiança entre médico e paciente”, afirma.

1. Verificar a formação do cirurgião

O primeiro cuidado é confirmar se o médico possui formação em Cirurgia Plástica e registro regular nos órgãos competentes. Também é recomendável verificar sua participação em entidades reconhecidas da especialidade. “A formação adequada faz diferença na condução da cirurgia e principalmente na capacidade de lidar com intercorrências”, explica Peruzzo.

2. Avaliar onde a cirurgia será realizada

A estrutura hospitalar deve receber a mesma atenção dedicada à escolha do profissional. Hospitais credenciados, com equipe multidisciplinar, suporte adequado e protocolos de segurança oferecem mais proteção ao paciente durante e após o procedimento.

3. Desconfiar de promessas de resultado perfeito

Nenhuma cirurgia oferece garantias absolutas. Características individuais, como genética, cicatrização e hábitos de vida, influenciam diretamente o resultado final. “Quando alguém promete perfeição ou resultados idênticos aos vistos em fotografias, o paciente deve acender um sinal de alerta. A medicina trabalha com previsibilidade, não com garantias”, afirma.

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4. Exigir uma avaliação individualizada

Cada paciente possui necessidades e características próprias. Por isso, a consulta pré-operatória deve incluir análise detalhada do histórico de saúde, exames e uma conversa transparente sobre benefícios, limitações e riscos do procedimento.

5. Entender os riscos envolvidos

Mesmo cirurgias consideradas de menor porte podem apresentar complicações, como infecções, tromboses, problemas anestésicos e dificuldades de cicatrização. “O paciente tem o direito de conhecer todos os cenários antes da decisão. A informação clara é uma das principais ferramentas de segurança”, destaca o médico.

Mulher depois de um tratamento ou cirurgia no rosto. Médica avalia. Metrópoles
Muitos casos de insatisfação não estão ligados à técnica cirúrgica, mas à diferença entre o resultado esperado e o resultado possível

6. Planejar o período de recuperação

O pós-operatório influencia diretamente os resultados. Dependendo da cirurgia, pode ser necessário interromper atividades físicas, adaptar a rotina de trabalho e seguir restrições temporárias. O planejamento adequado contribui para uma recuperação mais tranquila e segura.

7. Alinhar expectativas com a realidade

Muitos casos de insatisfação surgem da diferença entre o resultado esperado e o que é possível alcançar. Segundo Peruzzo, o papel do cirurgião também é orientar sobre os limites de cada procedimento. “Nem sempre o procedimento que o paciente deseja é o mais indicado para seu corpo ou para sua saúde. A boa cirurgia é aquela que respeita a individualidade da pessoa e preserva sua segurança”, conclui.

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