Saiba quais nutrientes fazem diferença para quem quer engravidar
Médica especialista em reprodução humana cita quais nutrientes impactam a saúde reprodutiva e a qualidade dos óvulos
atualizado
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Diferente do que muitos pensam, engravidar pode não ser tão fácil. Segundo a médica especialista em reprodução humana, Paula Marin, a chance de um casal jovem engravidar, ambos com menos de 35 anos, gira em torno de 20-25% ao mês. Após seis meses de tentativas, 75-80% desses casais conseguem engravidar e, em um ano, cerca de 85-90%.
Por isso, é fundamental entender sobre o assunto. Além do acompanhamento médico, hábitos diários e o estilo de vida podem contribuir positivamente para quem deseja engravidar.
Paula, no entanto, salienta que a alimentação equilibrada e o uso de suplementação não substituem tratamentos médicos quando eles são indicados, mas podem ter impacto direto na saúde reprodutiva e na qualidade dos óvulos.
“A alimentação faz bem para tudo, inclusive para fertilidade. Importante consumir os tais alimentos ‘de verdade, como legumes, verduras, frutas, alimentos in natura ou minimamente processados, e limitar o consumo de processados e fast food”, afirma a profissional ao Metrópoles.
Além disso, garanta uma dieta balanceada, rica em grãos e proteínas, e com menos açúcar, com carboidratos complexos, pode ajudar na fertilidade. “Isso auxilia na redução de processos inflamatórios e mantém o equilíbrio hormonal. Na dúvida do que fazer, sempre oriento a procurar uma nutricionista”, sugere Paula Marin.
Ela ainda ressalta a importância de manter o peso adequado. A taxa de fertilidade em mulheres obesas é abaixo do peso é menor.
Suplementação
Em relação à suplementação, Paula cita os nutrientes que merecem atenção: ácido fólico, essencial para a divisão celular e prevenção de defeitos do tubo neural; ferro, vitamina D, vitamina B12, iodo, zinco e ômega-3, que participam de processos hormonais e da qualidade oocitária.
Já coenzima Q10, N-acetilcisteína, melatonina, e outras suplementações, também podem ser utilizadas em casos específicos. Porém, tudo deve ser sempre individualizado e orientado por um médico, após avaliação clínica e laboratorial.

“Suplementar sem critério não melhora a fertilidade e, em alguns casos, pode até atrapalhar. Geralmente uma mulher jovem, com um boa dieta, saudável, dificilmente vai precisar de um multivitamínico convencional que utilizamos em todas as mulheres que estão planejando engravidar”, diz a especialista em reprodução humana.
Quando são casos mais desafiadores, como baixa reserva ovariana, endometriose, qualidade do óvulos comprometida, a suplementação pode se transformar em aliada.










