Proteína desativada pode reverter envelhecimento celular, diz estudo
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Osaka, apontou que a desativação da proteína AP2A1 pode reverter o envelhecimento
atualizado
Compartilhar notícia

Em 2024, o filme A Substância ganhou os holofotes ao explorar a obsessão pela juventude. Na trama, a protagonista usa uma droga ilegal para criar uma versão mais jovem e perfeita de si mesma, enfrentando consequências físicas e psicológicas. Ao contrário do longa, você já imaginou se a ciência estivesse próxima de oferecer uma forma segura de “reverter” o envelhecimento?
É o que sugere um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Osaka (Japão). Segundo a pesquisa, publicada na revista Celullar Signaling, o processo pode ter relação com a proteína AP2A1, que atua como uma espécie de regulador celular ligado ao envelhecimento.

O que os testes revelam
Durante os testes laboratoriais, os cientistas desativaram a proteína em células envelhecidas, o que resultou em características semelhantes às de células mais jovens. Além disso, também foi utilizado o composto IU1, que ajuda a eliminar proteínas danificadas de dentro das células.
Ao fim, a combinação da ação das duas substâncias revelou um certo potencial para amenizar sinais de envelhecimento celular. O foco central do estudo é com células senescentes, que param de se dividir e ficam acumuladas no organismo.
“Uma pista intrigante é que as fibras de estresse nas células senescentes são muito mais espessas do que nas células jovens, sugerindo que as proteínas nessas fibras ajudam a manter seu tamanho”, afirmou Pirawan Chantachotikul, uma das autoras.

Ao longo do tempo, é justamente esse acúmulo que acarreta em diversos processos associados ao envelhecimento. Como resultado dos testes, parte das células diminuíram de tamanho e voltaram a se dividir.
“A supressão da AP2A1 em células mais velhas reverteu a senescência e promoveu a renovação celular, enquanto a superexpressão da AP2A1 em células jovens acelerou a senescência”, comentou Shinji Deguchi, outro autor do estudo.
Há limites
Mesmo com bons resultados, os estudiosos afirmaram que, até então, não é possível acreditar em possibilidades grandiosas, como viver mais de 150 anos. A pesquisa ainda conta com novas etapas para maior investigação e validação.
