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Vida & Estilo

Pai e filho plantam floresta e fazem nascentes reaparecerem

Em 2009, pai e filho decidiram recuperar uma área degradada; 17 anos depois, o terreno abriga cerca de 660 exemplares de mogno-africano

Gabriela Francisco11/06/2026 10:25
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Vale Agrícola/Reprodução/Youtube
Pai e filho plantam 660 mognos africanos e recuperam nascentes de água

Em 2009, pai e filho decidiram transformar uma área de pastagem degradada em uma floresta produtiva no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. 17 anos depois, o projeto deu resultado: a região, antes marcada pela degradação, hoje está quase totalmente coberta por cerca de 660 árvores de mogno-africano (Khaya spp.).

Segundo informações do programa Vale Agrícola, Luís Serafim e seu filho, Daniel Serafim, compraram uma antiga lavoura de fumo no município de Lontras. Como a área estava muito desgastada, eles procuraram alternativas para recuperar o terreno.

Fugindo das espécies mais comuns para reflorestamento, como eucalipto e pínus, a dupla apostou no mogno-africano (Khaya spp.).

Pai e filho plantam 660 mognos africanos e recuperam nascentes de água
Seu Luís

Características do mogno africano

  • Árvore de grande porte e com raízes fortes.
  • Tem crescimento relativamente rápido.
  • Possui madeira de alto valor comercial.
  • A espécie se adapta bem a diferentes tipos de solo.
  • Pode ser utilizado em projetos de recuperação ambiental quando manejada de forma adequada.

A ideia não era lucrar com a propriedade e, sim, devolver vida ao terreno, restaurando a cobertura vegetal e criando um legado ambiental para as próximas gerações.

Resultado

Embora um professor de Daniel tenha afirmado que as árvores dificilmente prosperariam na área, ele e o pai decidiram apostar no projeto. Hoje, 17 anos depois, a propriedade de um hectare e meio abriga cerca de 660 exemplares de mogno-africano.

De acordo com a reportagem, quando a família adquiriu o terreno, a área praticamente não contava com recursos hídricos. Atualmente, a propriedade possui cerca de seis nascentes, um fenômeno atribuído à recuperação da cobertura vegetal.

Além do mogno-africano, Luis e Daniel também cultivaram cedro-australiano e guanandi. Parte dessa madeira já foi utilizada na fabricação de móveis para uso próprio.

Assista ao vídeo:

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