Neurocirurgião revela as melhores dietas para prevenção de um AVC
Victor Hugo Espíndola explica como o padrão alimentar e hábitos saudáveis reduzem drasticamente o risco de sofrer um AVC
atualizado
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A prevenção do Acidente Vascular Cerebral (AVC) começa muito antes de qualquer sintoma físico: ela se inicia na escolha dos alimentos que compõem o prato diariamente. De acordo com o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, o segredo não está no consumo de “alimentos milagrosos”, mas sim na adoção de um padrão alimentar consistente. Dietas de perfil mediterrâneo ou DASH, ricas em vegetais, grãos integrais e gorduras boas, são as principais aliadas para manter o sistema cardiovascular saudável e as artérias livres de obstruções.
Entenda
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Padrão alimentar: priorize dietas como a Mediterrânea ou DASH, focadas em comida de verdade (frutas, legumes, peixes e oleaginosas).
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Redução de danos: é fundamental cortar o excesso de sal, embutidos, frituras e bebidas açucaradas, que inflamam o metabolismo.
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Fatores de risco: a má alimentação contribui diretamente para a hipertensão, diabetes e obesidade, os maiores vilões do AVC.
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Estilo de vida: a nutrição deve estar aliada a exercícios físicos regulares (150 minutos semanais) e sono de qualidade.
O poder da “comida de verdade”
Para Victor Hugo Espíndola, a evidência científica é clara: a proteção cerebral vem de alimentos minimamente processados.
O uso de azeite de oliva, o consumo de peixes e a ingestão de fibras, presentes em feijões e grãos integrais, ajudam a controlar o colesterol e a glicemia. Em contrapartida, o consumo excessivo de álcool e produtos ultraprocessados eleva a pressão arterial, criando um ambiente propício para o rompimento ou entupimento de vasos sanguíneos no cérebro.
O AVC não é um evento isolado
Diferente do que muitos acreditam, o AVC raramente ocorre sem aviso prévio do corpo. Ele costuma ser o resultado acumulado de hábitos negligenciados ao longo de anos.
“O AVC, muitas vezes, não é um evento súbito; ele é o desfecho de fatores de risco mal controlados”, explica o especialista.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a American Heart Association reforçam que a grande maioria dos casos está ligada a fatores modificáveis. Além de comer bem, é indispensável abandonar o tabagismo, manter o peso sob controle e realizar o acompanhamento médico periódico para monitorar condições como a fibrilação atrial.

Disciplina e movimento
Para uma prevenção eficaz, a meta é o equilíbrio. A recomendação padrão é de, no mínimo, 150 minutos de atividade física moderada por semana.
“Quando somada à adesão rigorosa a tratamentos médicos já existentes — como o controle da pressão — e a uma dieta rica em nutrientes, o risco de sofrer um evento vascular cai drasticamente”, conclui o médico. No fim das contas, prevenir o AVC é uma maratona de hábitos saudáveis, e não uma solução de curto prazo.














