Nem todo doce é vilão: confira opções seguras para quem tem diabetes
Com orientação e moderação, é possível incluir doces na rotina sem elevar a glicemia e mantendo o prazer à mesa
atualizado
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Ao receber o diagnóstico de diabetes, muitas pessoas acreditam que os doces precisam ser eliminados definitivamente. Mas, segundo a nutricionista Ingrid Ulhoa, essa é uma visão ultrapassada. “Com orientação profissional e moderação, é possível incluir algumas opções doces na alimentação sem prejudicar a saúde”, afirma.
De acordo com Ingrid, o segredo está no tipo de doce, na quantidade e no momento do consumo. “Mais do que o açúcar em si, é importante considerar o índice glicêmico do alimento, a presença de fibras, proteínas e gorduras boas — fatores que ajudam a controlar a resposta glicêmica.”
Entre os doces que podem fazer parte do cardápio de pessoas com diabetes, a nutricionista destaca:
- Frutas in natura com canela: a frutose natural das frutas vem acompanhada de fibras, vitaminas e minerais. “A canela ainda contribui para o controle da glicemia”, explica. Um exemplo simples e eficaz é morango, que fica ainda mais gostoso com um toque da especiaria.
- Chocolate amargo (mínimo 70% cacau): com menos açúcar e mais antioxidantes, pode ser consumido em pequenas porções de 20 a 30 gramas.
- Sobremesas com adoçantes: receitas com stevia, xilitol ou eritritol são alternativas seguras. Esses adoçantes não elevam a glicemia e podem ser usados em mousses, bolos e outras preparações.
- Iogurte natural com frutas e chia: combinação rica em proteína e fibras, ajuda a manter a saciedade e evita picos de açúcar no sangue.
- Gelatina sem açúcar com frutas: leve e prática, é uma boa escolha para matar a vontade de doce com equilíbrio.
Mesmo com essas opções, a especialista reforça que é essencial observar o contexto do consumo. “O ideal é comer o doce após as refeições principais, nunca em jejum. E sempre acompanhado de alguma fonte de proteína ou gordura boa, como castanhas, iogurte ou queijo, para evitar elevações bruscas da glicemia”, orienta.
Por fim, ela destaca que cada pessoa com diabetes tem necessidades diferentes, e que o melhor caminho é o acompanhamento nutricional individualizado. “Com informação e equilíbrio, é possível manter o prazer de comer doce sim, sem culpa e com saúde.”












