Mulher revela peculiaridades de trabalhar em um cemitério
Uma mulher trabalha durante meio período em um cemitério e revelou detalhes do trabalho como zeladora do local

Aoife Sutton-Butler trabalha em regime de meio período como pesquisadora de pós-doutorado na Universidade de Bradford, na Inglaterra. O resto do tempo ela passa como zeladora de um cemitério na região.

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Ver todasCriada na zona rural da Irlanda, Sutton-Butler explicou à revista People que os irlandeses “têm uma atitude muito peculiar em relação à morte”, acrescentando que, no país, “a família se envolve muito com a visita ao corpo”.
“Eu sempre estive acostumada com o ambiente de um funeral e a falar abertamente sobre a morte”, comenta. Foram essas experiências, diz ela, que despertaram seu interesse em conversas sobre a morte — essencialmente, tornando-a “algo mais fácil de se falar e tentando não tratá-la como um tema tabu.”
Aoife se formou em arqueologia na Universidade de Dublin e, em seguida, fez um mestrado em bioarqueologia na Universidade de York, na Inglaterra.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloÀ revista ela revelou que pretendia se tornar embalsamadora, mas as restrições de covid-19 impediram isso, já que ela não podia entrar em funerárias por medo de propagação da infecção.

Foi então que Sutton-Butler foi convidada a se tornar administradora do Cemitério Undercliffe em Bradford. “A vaga de registradora surgiu depois que terminei meu doutorado. Então, me candidatei e consegui. Tive muita, muita sorte”, diz ela.
“Registradora de cemitério” é o termo oficial para o trabalho de meio período de Sutton-Butler em Undercliffe, mas online, onde usa o pseudônimo, ela se autodenomina “guardiã de cemitério”.
“Sou responsável pela documentação do registro do sepultamento em si“, explica ela sobre seu trabalho. “Também organizo os sepultamentos e funerais para que cheguem ao cemitério. Então, faço a ponte com as funerárias e com os coveiros. Sou responsável pela venda de jazigos.”
O cemitério em que ela trabalha é da era vitoriana, onde o primeiro sepultamento ocorreu em 1854, mas ainda há jazigos disponíveis para compra. “Se as pessoas estão procurando túmulos de família, especialmente se estão pesquisando a ancestralidade ou a história da família, temos muitos registros que datam daquela época”, revela.



