Mudança em prazo de validade reacende debate sobre segurança alimentar
Uma proposta reacendeu o debate sobre segurança alimentar no Brasil: permitir a venda de alimentos não perecíveis após a data de validade
atualizado
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Recentemente, uma proposta reacendeu o debate sobre segurança alimentar no Brasil: permitir a venda de alimentos não perecíveis, como biscoitos e massas, mesmo após a data de validade, como forma de reduzir os preços e combater a inflação, que já atinge 7,7% no setor de alimentos e bebidas.
Entenda melhor!
- A ideia de mudar a validade foi sugerida por uma associação e, embora polêmica, não é nova.
- Em países como os EUA e o Canadá, em vez de indicar a data de validade no rótulo, utiliza-se o termo “Best Before”. Esse conceito sinaliza o prazo em que o produto está em sua melhor qualidade, mas não necessariamente indica que o consumo após essa data é inseguro.
- O contexto brasileiro, no entanto, é bem diferente e traz questões complexas.
- Defensores da proposta afirmam que a medida poderia reduzir o desperdício de alimentos — que chega a cerca de 30% no Brasil — e torná-los mais acessíveis para famílias de baixa renda. Com os preços dos alimentos cada vez mais altos, essa seria uma alternativa para aliviar o peso no bolso de milhões de brasileiros.
- Por outro lado, críticos da ideia apontam os riscos à saúde pública, destacando que o Brasil ainda enfrenta desafios na fiscalização e no controle de qualidade dos alimentos. Eles alertam que, em um cenário de fiscalização precária, o consumo de produtos vencidos pode comprometer a saúde do consumidor, agravando desigualdades e trazendo riscos especialmente para populações mais vulneráveis.
Validade é indicativo de segurança e qualidade alimentar
É importante destacar que a data de validade nos rótulos vai além de um número: ela é um indicativo fundamental de segurança e qualidade alimentar. Ainda assim, a discussão sobre desperdício e acessibilidade é válida e merece atenção.

O grande desafio é encontrar um equilíbrio entre combater a inflação, reduzir perdas e, ao mesmo tempo, garantir a saúde pública.
Essa proposta levanta muitas perguntas: até que ponto vale flexibilizar a validade para enfrentar a crise? E como garantir que essa prática seja segura e bem regulamentada? O debate está aberto, e as opiniões, divididas.














